A guerra pela internet está a todo vapor e o crescimento acelerado da campanha pela reeleição de Lula está deixando tontos os bolsonaristas, que vinham dominando praticamente sozinhos este terreno da batalha eleitoral.
O canal “Exército de Lula”, em apenas dois dias de convocação, alcançou um feito histórico e chegou a 3,2 milhões de “soldados” da campanha de Lula. Já desde o meio da semana os bolsonaristas, apavorados com esse crescimento, iniciaram uma campanha de “denúncias” contra o Exército de Lula.
Agora, na tarde deste sábado (10), eles entraram com um pedido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fechar o canal em duas horas. Além disso eles pediram que o TSE proíba o lider do canal, deputado André Janones, de abri qualquer outro canal. Não há o menor sentido neste pedido, afinal o canal ainda nem havia entrado abertamente na campanha de Lula.
O pretexto dos bolsonaristas, portanto, é completamente furado. Eles dizem que o canal estaria divulgando fake news. Só que não há inda postagens de campanha. Portanto, isso é medo do canal. Só pelo número de participantes, os bolsonaristas tremeram de medo.
Certamente a campanha de Lula, que está se espraiando aceleradamente pelas redes e pelas ruas, encontrará os meios e os caminhos para superar essa tentativa do fascismo de calar a voz de milhões de apoiadores e Lula.
Segundo matéria do site 247, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que Flávio Bolsonaro apresente, em 72 horas, informações complementares para a análise dos pedidos liminares em ação contra o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o deputado federal André Janones.
Na decisão, o ministro apontou a necessidade de esclarecer a possível sobreposição com pedidos feitos em outros processos e definir o alcance das medidas solicitadas.
Numa outra ação, Flávio Bolsonaro pede a cassação do registro ou diploma de Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis pelas supostas condutas abusivas. Na ação contra Janones eles alegam que ele teria coordenado a disseminação de conteúdos desinformativos e ofensivos contra ele, com conhecimento e benefício dos candidatos à reeleição. O deputado afirma que a decisão sobre seu canal será tomada a qualquer momento.
Segundo o autor, a estrutura usava o canal de WhatsApp “Exército do Lula” para distribuir “missões” de compartilhamento de publicações e teria empregado recursos públicos de campanha em impulsionamento de propaganda negativa. Os pedidos liminares incluem a suspensão do canal e do perfil @janones.apoio, a remoção de publicações, a interrupção de impulsionamentos e a preservação de dados.
Flávio deverá ainda informar se medidas semelhantes já foram solicitadas em outras ações e indicar eventuais decisões. Também terá de especificar a irregularidade atribuída a cada publicação, identificar os anúncios que permaneceriam ativos e detalhar os dados que deseja preservar. A análise ocorrerá após os esclarecimentos, e os pedidos poderão não ser conhecidos nos pontos que permanecerem sem informação suficiente.
A petição inicial faz referência a vídeos, mensagens e outros arquivos digitais originais que não foram incluídos no processo eletrônico. Diante disso, Cueva deu cinco dias para que Flávio apresente esse material, devidamente identificado e organizado, para permitir a conferência das provas e assegurar o direito de defesa dos investigados. O pen drive entregue à Secretaria Judiciária permanecerá sob guarda, mas não substitui a apresentação dos arquivos nos autos.
O corregedor também admitiu o processamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e determinou a notificação dos investigados para apresentarem defesa em cinco dias. O ministro ressaltou que receber a ação não significa reconhecer a veracidade das alegações ou a ocorrência dos abusos, que dependerão da análise das provas. O pedido de sigilo foi negado, ressalvada a possibilidade de proteção de dados específicos.










