Bolsonaro nega ter autorizado deep fake para convenção do PL e ‘pepino’ cai no colo de Flávio

Bolsonaro, em prisão domiciliar, mandou mensagem ao PL (Foto: Nelson Almeida - 25.jul.26/AFP)

Técnica é proibida por lei. Agora quem terá que se explicar na Justiça Eleitoral é o candidato fascista que usou o vídeo na convenção do PL

Com a negativa de Jair Bolsonaro de que ele tenha autorizado a criação do vídeo produzido por inteligência artificial (IA) na convenção do PL, o pepino caiu no colo de Flávio Bolsonaro.

É ele que agora terá que se explicar junto à Justiça Eleitoral sobre o delito praticado. O conteúdo do vídeo configura a produção de um “deep fake”, técnica que permite alterar vídeos ou fotos com auxílio da IA e que é proibida durante as eleições.

O relator da ação, apresentada pelo PT, é o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No vídeo, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar , diz que está “preso e calado por uma decisão arbitrária”, mas que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança”. A gravação ainda pede que os apoiadores recebam Flávio “de braços abertos” como candidato ao Planalto.

O vídeo foi exibido na convenção nacional do PL. O evento referendou nome de Flávio como candidato do PL à Presidência da República. No material ilegal, Bolsonaro pede apoio à campanha de seu filho.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia dado 48 horas para que os advogados de Bolsonaro esclarecessem se ele autorizou o uso de sua imagem e voz na produção de um vídeo e ele disse que não autorizou.

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