O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o Brasil pode “sinalizar para o mundo” que “a democracia vencerá a barbárie e o fascismo” com a vitória de Lula nas eleições presidenciais.
“O Brasil não é quintal dos Estados Unidos, nós não somos um puxadinho dos EUA. Nós somos um país, uma nação. E quem diz para onde nós vamos é o povo brasileiro”, assinalou Edinho.
Em discurso feito na Convenção Nacional do PDT que oficializou o apoio à Lula, realizada na segunda-feira (20), Edinho disse que os democratas estão construindo “um projeto de Brasil soberano, um Brasil que seja um país de igualdade de oportunidade”.
Para o dirigente, os partidos devem deixar diferenças de lado e lutar para que a “soberania vença”.
A fala foi feita em meio às ameaças dos EUA contra a soberania brasileira. O presidente Donald Trump anunciou tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, exigindo “em troca” o fim do PIX e o controle sobre as terras raras e minerais críticos do Brasil. O governo do Brasil rejeitou esses pedidos e estuda aplicar a Lei de Reciprocidade.
Segundo Edinho Silva, “não podemos deixar de caracterizar esse momento histórico como de ascensão do fascismo para que a gente não erre na leitura da conjuntura. Se nós errarmos, certamente não teremos clareza do tamanho do desafio que estamos enfrentando”.
Ele destacou como características o empobrecimento da classe trabalhadora e os ataques à democracia. Nesse cenário, a extrema-direita se alimenta de um “sentimento anti-sistema”, fazendo crescer a xenofobia, o racismo e as ameaças coloniais.
Para ele, o governo Lula é marcado pela “reconstrução do Brasil, da estabilidade institucional e das políticas públicas”, após quatro anos nos quais Jair Bolsonaro desmontou o estado brasileiro.
O ex-prefeito de Araraquara comentou que o governo está atuando para a “reconstrução da economia, que voltou a crescer de forma sustentável”, reduzindo o desemprego e recuperando a renda das famílias.










