Brasil tem o menor índice de fome da sua história, comemora Alckmin

Geraldo Alckmin em Aparecida, após celebração de Nossa Senhora. (Foto: Instagram)

“Quem não se lembra dos brasileiros na fila do osso durante o governo Bolsonaro?”, destacou o vice-presidente da República em rede social

O vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou, em vídeo, o fato de “o Brasil registrar o menor índice de fome da sua história”, distanciando-se do tempo do governo Bolsonaro, em que brasileiros eram vistos “na fila do osso”, lembra.

“O Brasil acaba de registrar o menor índice de fome da sua história. Segundo um novo relatório da ONU, a insegurança alimentar no país despencou 91%. Atualmente o problema atinge 0,6% da população brasileira, um número bem abaixo da média mundial, que é de 8%”, comemorou o candidato a vice do presidente Lula à reeleição.

“Quem não se lembra dos brasileiros na fila do osso durante o governo Bolsonaro? Felizmente, com as políticas do nosso governo, o Brasil saiu pela segunda vez do mapa da fome”, ressaltou.

Os dados são do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 (SOFI)”, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), divulgado em julho deste ano. O documento considera indicadores sobre segurança alimentar no mundo referentes ao triênio 2023-2025.

O levantamento aponta que 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa no triênio 2023-2025. Com a melhora, o indicador ficou em 0,6%, o menor patamar da série histórica do país. O avanço fica ainda mais evidente na comparação direta com a média trienal de 2020-2022, quando o índice atingiu seu pico histórico, afetando 8,5% da população (o equivalente a 17,9 milhões de pessoas).

Durante o governo Bolsonaro (2019-2022), famílias brasileiras foram flagradas na chamada “fila dos ossos” na zona sul do Rio de Janeiro; nas caçambas de descarte do Mercadão, no centro da capital paulista; e em busca de restos de alimentos em latões de lixo espalhados pelo território nacional.

Em meio ao elevado desemprego no país, que chegou a bater o recorde de 14,7% no primeiro semestre de 2021, a inflação geral (IPCA) no governo Bolsonaro chegou a 27%, enquanto o grupo de Alimentação e Bebidas disparou para 46,24%, com a inflação da alimentação no domicílio chegando à impressionante marca de 56,26% e a alimentação fora do domicílio batendo nos 25,22% – conforme números do IBGE.

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