“Estou convencido de que o povo brasileiro jamais permitirá que um miliciano ocupe o Palácio do Planalto”, enfatizou o presidente após votar em São Bernardo do Campo (SP). “É impressionante a aptidão dele para mentir”
O presidente Luís Inácio Lula da Silva afirmou que Flávio Bolsonaro representa o que há de pior no país, atrelado ao governo dos Estados Unidos, e que nesta eleição está em jogo escolher a bandeira brasileira e a dos americanos.
“Vamos escolher essa bandeira aqui, porque do lado de lá eles fazem campanha com essa, mas querem governar com a bandeira americana”. “A gente não tem duas pátrias. É uma pátria só. Não temos dois Deuses. É um Deus só”, declarou em entrevista coletiva após votar em seu domicílio em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista.
Em sua declaração na entrevista, o presidente exaltou a presença do povo brasileiro nas ruas em manifestações gigantescas, apoiando sua reeleição.
“Eu só estou aqui cumprindo esse papel por causa do povo brasileiro. O povo sempre foi generoso comigo”, destacou o chefe do Executivo, candidato à reeleição.
“O que o povo fez nesse segundo turno eu nunca tinha visto na história desse país”. “As maiores manifestações já vistas em qualquer cidade, muitas vezes espontânea. Era a democracia palpitando na cabeça e na alma das pessoas”, continuou.
“Ou seja, o povo foi para a rua para defender as suas conquistas”, disse.
“Eu ganhando essas eleições, eu vou dizer para vocês, eu só devo, a minha eleição, ao povo brasileiro, que foi efetivamente um Exército da democracia”.
“Eu, por Deus do céu, nunca vi tanta mulher, tanto homem, tanto jovem, chorando e clamando por democracia e por liberdade”, assinalou.

Ele reforçou que os brasileiros nas ruas nesta eleição é algo inédito na história recente do país. “E o que eu assisti hoje, o que eu assisti esta semana no segundo turno, seja em Minas Gerais, na Bahia, em Pernambuco, no Ceará, no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, em são Paulo, eu nunca tinha visto”.
“Eu tenho 50 anos de vida política. Fiz muitas campanhas, todas presidenciais, desde que começaram as eleições em 89. Todas para governadores eu visitei muitos Estados e a campanha das Diretas que foi a campanha civil mais forte que nós fizemos nesse país”, comparou.
O presidente frisou no seu discurso nunca ter imaginado enfrentar um candidato tão “desqualificado”, como Flávio Bolsonaro.
“Eu nunca imaginei em disputar uma eleição com uma pessoa desqualificada, moralmente, eticamente, pessoalmente. Nunca imaginei em disputar a eleição com um miliciano que não faz o menor esforço para contar uma verdade. É impressionante a aptidão dele para mentir. Mesmo que ele possa saber da verdade, ele foi educado para mentir. Para mentir as coisas mais grotescas possíveis”, condenou.
“Estou convencido de que o povo brasileiro jamais permitirá que um miliciano ocupe o Palácio do Planalto”, enfatizou.
“Porque todo mundo sabe o domínio dos milicianos no Rio de janeiro, a relação dele com [Daniel] Vorcaro, a relação dele com o policial que matou uma menina de 5 anos, a relação dele com as pessoas que foram responsáveis pela morte da Marielle”.
O presidente também citou o desespero do fascismo com atos de violência em Montes Claros (MG), Corumbá e Bonito (Mato Grosso do Sul)
“Numa demonstração do que está em jogo nesse país. De um lado, aqueles que querem democracia, aqueles que querem educação, saúde, crescimento econômico, emprego de qualidade, viver com decência, dignidade, respeito, de forma harmônica, respeitando os que pensam diferente”. “Porque a coisa mais sagrada na democracia é a convivência democrática na diversidade”. “A contrapartida disso é a violência do outro lado”, disse.










