O presidente argentino Javier Milei voltou a atacar Lula, chamando-o de “ladrão” e “corrupto”, e disse que fez um favor ao Brasil ao apoiar Flávio Bolsonaro e participar do lançamento de sua candidatura a presidente.
Diante das agressões, o governo do Brasil pode adiar o retorno do embaixador para a Argentina. A avaliação do Itamaraty é que Javier Milei tenta interferir na política brasileira a mando de Donald Trump.
Questionado pela imprensa argentina sobre a crise diplomática que causou, Javier Milei repetiu suas ofensas contra o presidente do Brasil.
“Quem interferiu politicamente na região foi o Lula, contaminando com as ideias imundas do socialismo. Ficam bravos porque eu falei algo do Lula que é verdade, e esquecem dos insultos do Lula e dos seus ministros”, disse Milei, sem citar nenhum caso de ataques por parte de autoridades brasileiras.
“Eu fui ao Brasil e não ataquei os brasileiros; falei em favor dos brasileiros. Falei sobre Lula, o corrupto, o condenado, e sobre o juiz Alexandre de Moraes, que negou a visita de Bolsonaro”, continuou Milei.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou a ofensa de Milei como “muito agressiva, ao governo brasileiro, ao povo brasileiro e às instituições – ao Executivo, ao Legislativo e ao próprio Presidente da República. Foi uma interferência em assuntos domésticos, em assuntos nacionais”, de Milei ao se envolver “em uma questão político-partidária”.
“Essa é uma situação nova. Eu não conheço nenhum precedente com este nível de gravidade”, comentou o chnaceler.
“O presidente da Argentina veio ao território brasileiro fazer esse tipo de manifestação e de declarações ríspidas, grosseiras e inaceitáveis”, assinalou.
“Todo o episódio é extremamente grave e inaceitável. Mas nós temos que trabalhar pelo entendimento entre as nações, e a diplomacia é feita disso, de conversas”, completou
Milei ainda chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que foi relator dos processos contra Jair Bolsonaro e cujas decisões foram todas referendadas pelo conjunto da Corte, de “lixo careca”.
Javier Milei participou do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro e não comentou sobre nenhum dos casos em que o senador foi investigado, como o da rachadinha no gabinete na Alerj e só foi arquivado por alegados problemas processuais.











