Centrais celebram fim da escala 6×1: “Fruto da luta coletiva por melhores condições de trabalho”

Foto: Joca Duarte

Três das principais protagonistas da histórica vitória alcançada pela classe trabalhadora na noite de quarta-feira (14), com a aprovação pelo Congresso Nacional do fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, as centrais sindicais CUT, CTB e Força Sindical celebraram a medida.

Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), “a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição – PEC 221/2019 no Senado Federal, consagrando o fim da massacrante escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho, não é uma concessão nem um presente das elites, ela é a vitória maiúscula da luta, do suor e da organização da classe trabalhadora brasileira!”.

Já a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) saudou a aprovação da matéria como “uma conquista histórica da classe trabalhadora brasileira, fruto de anos de mobilização, resistência, organização sindical e luta coletiva por melhores condições de vida e trabalho”.

“Essa vitória não nasceu por acaso. É resultado da unidade das centrais sindicais, federações, confederações, sindicatos e movimentos sociais que, nas ruas, nos locais de trabalho e nos espaços institucionais, mantiveram viva a reivindicação por uma jornada mais justa”, ressaltou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, também classificou a aprovação da PEC como “uma conquista histórica dos trabalhadores e trabalhadoras, construída após anos de mobilização, resistência e organização sindical”.

Miguel Torres agradeceu o empenho da sociedade brasileira e destacou o papel fundamental do movimento sindical, que manteve essa reivindicação ao longo dos últimos anos. “A aprovação representa uma vitória dos trabalhadores diante da resistência de setores políticos contrários à redução da jornada e ao fim da escala 6×1”, afirmou o líder sindical.

Em nota assinada por sua Executiva Nacional, a CUT enfatizou ainda que, desde sua criação, em 1983, “fincamos a nossa bandeira na luta contra a exploração e a precarização do trabalho, afirmando que o crescimento do país só faz sentido se acompanhado de distribuição de renda, trabalho decente, vida digna e democracia plena”.

Afirmando que “garantir o fim da escala 6×1 é garantir dignidade, saúde, convivência familiar, tempo livre, cultura e lazer para a classe trabalhadora”, a CUT saúda o conjunto dos dirigentes sindicais e a base da entidade, além de agradecer ao presidente Lula, “pela coragem de enviar essa PEC para o Parlamento Brasileiro”, e a “todos os parlamentares que defenderam e votaram favorável a esse direito”.

A importância da contribuição do presidente Lula para essa vitória também foi evidenciada pela CTB, ao afirmar que a conquista “expressa a importância do diálogo democrático e da articulação entre o movimento sindical, o Congresso Nacional e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que manifestou apoio à pauta”.

Para a CTB, “trata-se de uma reivindicação histórica que coloca no centro do debate nacional o direito ao descanso, à saúde, à convivência familiar, à educação, à cultura e ao lazer”.

A central sublinha que “reduzir a jornada de trabalho é reconhecer que a vida não pode se resumir ao trabalho. É assegurar que milhões de brasileiros e brasileiras tenham mais tempo para viver, cuidar de suas famílias, estudar, descansar e participar plenamente da sociedade. É também avançar na construção de um modelo de desenvolvimento que valorize o emprego, a dignidade humana e os direitos sociais”.

Como também ressaltou o dirigente da Força Sindical, Miguel Torres, “os direitos trabalhistas resultam de mobilização, resistência e organização coletiva”. Ele defendeu que “os sindicatos compartilhem essa vitória com suas bases, valorizando a participação popular e o protagonismo dos trabalhadores nessa conquista”.

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