China condena abuso judicial dos EUA contra Cuba e “reitera apoio ao grande líder Raúl Castro”

“O companheiro Raúl Castro é um grande líder da Revolução Cubana, muito respeitado e com imenso prestígio internacional”, sublinhou Mao Ning (MRE da China)

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, condena mandado de prisão emitido por promotoria norte-americana como mais um “abuso de medidas judiciais” contra a independência da ilha caribenha

A China manifestou, nesta quarta-feira (21), total respaldo ao ex-presidente cubano Raúl Castro contra o mandado de prisão emitido pela promotoria do estado da Flórida, desclassificando a ação intempestiva como mais um “abuso de medidas judiciais” por parte do governo dos Estados Unidos.

Defendendo a soberania da ilha caribenha, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, reiterou que o “companheiro Raúl Castro é um grande líder da Revolução Cubana, muito respeitado e com imenso prestígio internacional”.

Mao Ning amparou as críticas do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, e do ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, que classificaram a investida como um “circo patético” do governo Trump.

A porta-voz explicitou a oposição do gigante asiático ao abuso de mecanismos judiciais para exercer pressão sobre Cuba e reafirmou o firme apoio à ilha diante de mais uma tentativa de ingerência estrangeira.

Além disso, Mao Ning conclamou os Estados Unidos a colocarem fim, de imediato, ao criminoso bloqueio contra Cuba, a cessarem qualquer forma de coerção ou pressão e a deixarem de violar o direito do povo cubano à sobrevivência e ao desenvolvimento.

Conforme Díaz-Canel, o ataque ao comandante revolucionário representa “uma manobra com roupagem jurídica, orquestrada por políticos anticubanos contra Raúl e contra Cuba” que merece a firme condenação de todos. O mandatário classificou a ação como um “circo patético de Miami, com pano de fundo eleitoral”.

De acordo com o chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, esta é uma “nova manobra estéril dos políticos anticubanos do sul da Flórida” que vem acompanhada de acusações “batidas e infundadas” contra a pérola do Caribe.

A apresentação de acusações de assassinato contra Raúl Castro se deve à derrubada por caças cubanos, em 24 de fevereiro de 1996, de dois pequenos aviões da organização terrorista “Hermanos al Rescate” – responsável por várias ações terroristas e provocações ilegais, que estimulava a saída ilegal do país para a Flórida por via marítima. Na oportunidade, foram mortos quatro pilotos mercenários.

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