No discurso do vice-presidente da China, Han Zheng, que aconteceu na Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), no sábado, defendeu o levantamento do embargo de seis décadas contra Cuba impostas pelos EUA.
“A China insta os países relevantes a cessarem imediatamente as ameaças de uso da força contra Cuba e a suspenderem imediata e completamente o bloqueio e as sanções contra o país”, disse Han.
O discurso acontece durante o aprofundamento da crise energética no país caribenho, causada pelas imposições de Trump que intensificou sanções e que está ameaçando de invadir militarmente.
Isso se dá em meio à volta do intervencionismo ianque na América Latina através da ação militar na Venezuela, o sequestro do líder venezuelano, Nicolás Maduro e sua esposa e ainda a bombardeios a embarcações civis no mar da Colômbia.
Tump, em janeiro desse ano, impôs tarifas contra países que fornecerem petróleo a Cuba e declarou que os cubanos não irão mais receber ajuda da Venezuela ocupada, agravando a crise energética, afetando todos os setores da sociedade cubana, de transportes, na alimentação e ao sistema de saúde.
Han defendeu em seu discurso, o respeito à soberania dos países da região da Ásia Ocidental, incluindo no Golfo Pérsico, onde aconteceu a guerra que os americanos e israelenses iniciaram contra o Irã, quando atacaram sem aviso ou provocação, alvos no território iraniano em 28 de fevereiro. No discurso, Han defendeu a salvaguarda da ordem internacional que surgiu depois da 2ª Guerra Mundial e fez um protesto contra ações unilaterais que violem a Carta da ONU e as decisões do Conselho de Segurança.
Além da China, o Vietnã exigiu o fim do embargo e sanções impostos pelos EUA assim como o fim do bloqueio energético contra Cuba. O Brasil se solidarizou com Cuba e denunciou os embargos energético e econômios contra Cuba, o México também se solidarizou e fez uma condenação contra o embargo americano.
ONU SE POSICIONA CONTRA MEDIDAS COERCITIVAS IMPOSTAS PELOS EUA CONTRA CUBA
A relatora especial da ONU, Zaina Jallad, em 9 de setembro, denunciou, em documento, que as medidas coercitivas unilaterais impostas pelos EUA tiveram efeitos devastadores contra o povo de Cuba, atingindo os grupos mais vulneráveis, mulheres, crianças e idosos.
Durante a 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, Jallad fez um “apelo à eliminação ou suspensão de todas as medidas coercivas unilaterais contra Cuba”.
“Seis décadas de medidas coercitivas contra Cuba e a sua implementação, frequentemente agravadas por repressão excessiva, tiveram um efeito devastador sobre a população cubana”, disse.
Por causa da ingerência americana, Cuba está enfrentado sérias dificuldades em concretizar acesso a direitos humanos fundamentais, como o direito a saúde, alimentação e acesso a assistência humanitária. O relatório de Jallad se refere a medidas coercitivas unilaterais o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pela Casa Branca.
“Isso também se aplica ao acesso a serviços públicos essenciais, como geração de eletricidade, água, habitação e transporte”, disse a relatora especial, que também denunciou as campanhas de pressão dos EUA fazendo ameaças contra países terceiros e a redesignação de Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo, como forma de atentar contra as relações dos cubanos.
Jallad expõe que as medidas impostas estão causando um crise humanitária de grandes proporções e ferem com os princípios da igualdade soberana dos Estados, da resolução pacífica de disputas internacionais e cooperação. O relatório de Jallad recebeu o apoio de mais de 30 países na ONU que exigem o fim da ingerência de Washington sobre Cuba.











