No ato de Natal (RN), o presidente destacou que o preço da gasolina não disparou no Brasil “porque a gente está utilizando o dinheiro do petróleo que a Petrobrás exporta e estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue ao povo brasileiro”
O presidente Lula (PT) participou neste sábado (10), em Natal, de ato de campanha ao lado do candidato Cadu de Lula (PT) ao governo do Rio Grande do Norte.
O ato contou com a presença de Cadu de Lula e da governadora Fátima Bezerra (PT), e também de quatro governadores do Nordeste: Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, Elmano de Freitas (PT), do Ceará, Rafael Fonteles (PT), do Piauí, e Lucas Ribeiro (PP), da Paraíba, reeleitos no primeiro turno.
Lula defendeu investimentos no Nordeste. “Eu não quero tirar nada de nenhuma parte do Brasil. A única coisa que eu quero é que o Nordeste tenha a mesma oportunidade que os outros estados. É por isso que eu trouxe o supercomputador para o Rio Grande do Norte, porque outros estados queriam, mas outros estados já tiveram outras coisas”, afirmou.
Da mesma forma, em discurso, o presidente afirmou que, ao contrário do mundo inteiro, a gasolina diminuiu no Brasil porque o país está utilizando o dinheiro do petróleo que a Petrobrás exporta para subsidiar o preço e evitar que o impacto da guerra chegue ao povo brasileiro.
“Eu queria dizer uma novidade para vocês, ao contrário do mundo inteiro, no Brasil hoje, a gasolina diminuiu aqui no Brasil, porque a gente está utilizando o dinheiro do petróleo que a Petrobrás exporta e estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue ao povo brasileiro, não chegue no feijão do povo, não chegue no pão do povo, não chegue no leite do povo”, declarou.
Depois das declarações a imprensa, o presidente Lula saiu em caminhada pelas ruas da capital potiguar.
O presidente denunciou que os cortes prometidos pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL) atingirão a população mais pobre.
“Quando o meu adversário diz que vai cortar 350, 250 bilhões de reais, que vai ter um tesouraço, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte. Porque eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país, que teve a coragem de cortar dos ricos, que teve a coragem de cortar dos banqueiros, que teve coragem de cortar dos empresários, que teve coragem de cortar do sistema financeiro, dos fazendeiros e dos empresários. Eles sempre cortam dos pobres”, afirmou.
O presidente listou áreas que sofreram cortes em gestões anteriores, como o Farmácia Popular, o Minha Casa Minha Vida, Creches na educação, o Mais Médicos e o salário mínimo. “Somente quando nós voltamos é que a gente colocou a casa em ordem. Os trabalhadores e aposentados agora recebem aumento do salário mínimo acima da inflação”, afirmou.
Lula destacou ainda a renovação do Farmácia Popular, com 41 tipos de remédios de uso contínuo gratuitos, e anunciou a implementação de exames de laboratório nas farmácias.
“Agora, Fátima [Bezerra, atual governadora do RN], você ainda vai pegar isso, porque nós vamos agora implementar exames de laboratório na farmácia, para que o povo possa fazer esses exames na farmácia e acabar com o sofrimento do povo”, declarou.
O presidente afirmou que o momento é de “aferição” para a sociedade brasileira. “Este é um momento muito importante para o Brasil, porque a gente pode definir os rumos do futuro do Brasil que a gente deseja. Eu estou dizendo à sociedade brasileira que nós estamos vivendo um momento de aferição, se o mundo quer viver uma mentira ou o mundo quer viver uma verdade. Que tipo de educação que a gente deseja para o país, que tipo de cultura, que tipo de saúde a gente deseja, que tipo de emprego que a gente deseja para os nossos jovens”, questionou.
Lula elogiou a governadora Fátima Bezerra e o candidato Cadu, comparando-o ao governador do Piauí, Rafael Fonteles. “O Cadu pode repetir aqui no Rio Grande do Norte a história do Rafael no Piauí. Ele era secretário da Fazenda do Wellington e virou governador do Estado.

“Esse moço aqui é o secretário da Fazenda de Fátima e certamente ele tem todas as qualidades profissionais, políticas, para ser o governador do Estado do Rio Grande do Norte”, disse.
O presidente pediu voto para Cadu. “É 13 e 13! e tá resolvido o problema no Rio Grande do Norte”, afirmou.
O presidente mencionou ainda o programa Pé de Meia, que, segundo ele, garantiu que 500 mil jovens não desistissem do ensino médio. “Tudo isso eles vão cortar, porque a educação desse país nunca despertou interesse da elite brasileira”, alertou.
Lula encerrou convidando a imprensa a “tirar esse cordão do pescoço” e participar do calor de Natal. “É no calor desse forno que a gente vai fazer o Brasil ficar melhor. Um beijo no coração, gente.”
O Rio Grande do Norte terá segundo turno entre Cadu de Lula e Allyson (União Brasil).










