O candidato fascista disse à Record que vai macaquear Trump e declarar milícias e facções como terroristas. Seus amigos do CV sabem que isso não passa de demagogia
O candidato fascista, Flávio Bolsonaro, afirmou, em entrevista à TV Record neste domingo (30), que vai macaquear Donald Trump e declarar o PCC, CV e milícias como organizações terroristas internacionais. Sim porque o bufão da Casa Branca já fez isso.
O governo americano usa o pretexto de combate às facções criminosas para invadir países, sequestrar presidentes e roubar suas riquezas. Foi o que ele fez na Venezuela. Flávio não passa, portanto, de um bajulador de Trump. Ele já chegou ao cúmulo de defender as tarifas impostas ao Brasil e ainda pediu mais sanções contra autoridades brasileiras. Agora quer ajudar Trump a roubar as riquezas do Brasil.
Além disso, todo mundo sabe que Flávio Bolsonaro fala da boca para fora quando diz que vai combater milícias, porque ele é, e sempre, foi ligado às milícias. Ele homenageou o chefe da milícia de Rio das Pedras, uma das mais perigosas do Rio de Janeiro. O chefe era Adriano da Nóbrega, um assassino de aluguel. Flávio não só o homenageou, como empregou a mãe e mulher do assassino como funcionárias fantasmas em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Mas, não é só com as milícias que Flávio tem ligações. O candidato dele a governador do Rio de Janeiro era Rodrigo Bacelar, ex-presidente da Alerj, que está preso por trabalhar para o Comando Vermelho. Ele também indicou dois secretários para o governo de Cláudio Castro. Foram eles Alessandro Pitombeira Carracena e Gutemberg Fonseca. Os dois estão presos também por ligações com a facção criminosa Comando Vermelho. Ou seja, praticamente todos os “aliados” de Flávio no Rio estão presos, ou por corrupção ou por ligações com o CV.
O anúncio de classificar essas organizações como terroristas não preocupa os criminosos porque eles sabem que é da boca para fora. Mais do que isso, essa classificação acaba ajudando o crime organizado. É o que diz o promotor Lincoln Gakiya, que investiga o PCC há mais de vinte anos. “A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas só vai prejudicar o combate ao crime organizado dentro do Brasil”, diz o promotor.
“Trump pode atrapalhar cooperação nas investigações, gerar sanções financeiras e afetar a soberania do país, afirma Gakiya. Ele acrescentou que “há muitos anos os EUA definiram organizações do México, Colômbia El Salvador e isso não significou nenhum avanço no combate a essas organizações, como alguns acham que poderia ocorrer com o PCC e o CV”. O promotor chama a atenção para o fato de que “os objetivos dessas organizações criminosas são objetivos econômicos”. “Portanto, diz ele, “elas são organizações do crime, do tipo máfia e não organizações terroristas que visam objetivos políticos”.
O promotor Lincoln Gakiya, que é jurado de morte pelo PCC, e um dos maiores defensores da cooperação internacional, destaca que, além de dificultar as investigações, a classificação pode comprometer cooperações já em andamento entre as polícias e promotorias do Brasil e dos EUA. Gakiya conta que há poucas semanas participou de reuniões em Boston, nos EUA, com integrantes do FBI e da DEA para troca de informações sobre membros do PCC que hoje estão em atividade em redes criminosas nos EUA.
“A partir do momento em que essas organizações são classificadas como terroristas, a CIA passa a ser responsável por essas informações e investigações, que passam a ser classificadas como confidenciais ou secretas”, disse. “Isso pode criar dificuldade na troca de informações mais ágil e rotineira que a gente mantém há bastante tempo, o que pode trazer prejuízo às investigações”, acrescentou.
O candidato miliciano disse ainda que pretende rebaixar o papel das Forças Armadas brasileiras. Prometeu que vai tirá-la de suas funções de defesa da soberania nacional e da defesa de nossas fronteiras e colocá-la trabalho policial de combate aos criminosos. Ou seja, além de rebaixar o papel das Forças Armadas, Flávio desdenha o papel da Polícia Federal e das demais polícias estaduais no combate ao crime organizado.










