Embora tenham recorrido a discursos de valorização do eleitorado feminino e exibido mulheres no palco, as convenções do PL e do Republicanos foram marcadas pela ausência de falas femininas
A convenção que oficializou a candidatura do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição acabou produzindo imagem política que extrapolou os discursos de campanha. Flávio Bolsonaro estava presente e recebeu o apoio da convenção do partidod e Tarcísio.
Apesar do marketing, das frequentes referências à importância das mulheres para o projeto eleitoral do campo bolsonarista, nenhuma mulher discursou durante o ato, situação destacada pelo jornalista Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, como símbolo da distância entre o discurso e a prática.
Segundo Sakamoto, o contraste chamou atenção porque, ao longo das convenções, lideranças masculinas exaltaram reiteradamente o papel das mulheres na sociedade, na família e na política, mas o microfone permaneceu exclusivamente nas mãos de homens.
A cena revelou contradição difícil de ignorar em campanhas que buscam reduzir a rejeição do eleitorado feminino.
A observação ganhou repercussão nas redes digitais, onde usuários compartilharam vídeos e fotografias do evento questionando a ausência de lideranças femininas na tribuna, apesar da presença de diversas dirigentes e parlamentares nos palcos, como a senadora Damares Alves (Republicanos), que foi ministra do governo Bolsonaro junto de Tarcísio, e a presidente do Podemos, Renata Abreu.
DISCURSO E PRÁTICA
A convenção de Tarcísio com Flávio Bolsonaro foi estruturada em torno de temas como segurança pública, críticas ao governo do presidente Lula (PT), defesa dos presos pelos atos de 8 de janeiro e exaltação da figura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Houve ainda diversas referências às mulheres e à família, mas os pronunciamentos ficaram restritos a Flávio, Tarcísio, Guilherme Derrite. E só.











