Após avançar 1,2% de janeiro a março, no segundo trimestre a economia desacelerou, encerrando o semeste com alta de 1,52%, segundo o IBC-Br. Em junho recuou 0,6%, com queda acentuada na indústria (-1,4%) e nos serviços (-0,5%)
No primeiro semestre de 2026, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 1,52% frente ao mesmo período de 2025, na série sem ajuste sazonal. O dado foi divulgado pelo BC nesta segunda-feira (17). No semestre, a evolução do índice econômico foi puxada por serviços (+2,03%) e pela agropecuária (+1,65%). A indústria como um todo cresceu 0,81% no período.
Após avançar 1,2% de janeiro a março, no segundo trimestre a economia desacelerou, registrando alta de 0,2%. O IBC-Br registrou um declínio de 0,6% em junho ante maio deste ano. A indústria (-1,4%) e os serviços (-0,5%) assinalaram quedas em seus indicadores, que estão sendo fortemente pressionados pelo patamar elevado da taxa básica de juros (Selic) do BC – hoje em 14% ao ano, elevando o juro real (descontada a inflação), ao mais alto patamar do mundo, prejudicando os investimentos e o consumo das famílias brasileiras. Excluindo a agropecuária (+1,0%), o IBC-Br recuou 0,9% no mês.
O IBC-Br é considerado como uma “prévia” para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – que é calculado e divulgado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 12 meses até junho, o indicador subiu 1,48%, sinalizando uma aceleração quando comparado ao mesmo período até maio (+1,40% – dado revisado de 1,35%). Nesta base, a indústria cresceu 0,68% contra 0,52% em maio; os serviços passaram de 1,89% (revisado, de 1,84%) em maio para 1,92%; e a agropecuária acumulou alta de 2,55% até junho, resultado abaixo dos 2,79% (revisado, de 2,45%) registrados para os 12 meses até maio.










