“O sexto maior crescimento do mundo, só perdendo para os asiáticos”, comparou o vice-presidente oficializado candidato à reeleição na convenção do último domingo (2)
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a indústria teve queda nos governos entre 2015 e 2022, mas voltou a crescer no governo Lula com investimentos e desburocratização.
Em discurso feito na convenção partidária, neste doming (2), que lançou Lula como candidato à reeleição, Geraldo Alckmin disse se sentir honrado de ter sido ministro da Indústria. E revelou que nos governos anteriores a indústria caiu, mas com Lula ela cresceu.
“De 2015 a 2022, a indústria brasileira regrediu 1,6%. Fechou a Ford na Bahia, a Mercedes em Iracemápolis, a Avibrás em Jacareí, a Sony em Manaus, a Troller no Ceará, a Audi no Paraná”, denunciou.
“E no governo do presidente Lula, a indústria, de 2023 a 2025, cresceu 3,2%, o sexto maior crescimento do mundo, só perdendo para os asiáticos”, comparou.
Alckmin, que será novamente candidato a vice na chapa de Lula, disse que o atual governo “melhorou o custo-Brasil, desburocratizou com licença ‘flex’, uma licença só para importar, exportar por três ou quatro anos, portal único [que] reduz o custo-Brasil em R$ 40 bilhões por ano. Em um dia, uma carga parada no porto custa 0,8% do valor da carga”.
O vice-presidente comparou os quatro anos de governo Lula com a gestão anterior, de Bolsonaro, e disse que Flávio Bolsonaro começou a atacar as urnas eletrônicas por prever a derrota: “a descrença nas urnas é fumaça de derrota”.
“Enquanto os bolsonaristas queriam voltar a cobrar o CPMF, o presidente Lula fez a reforma tributária”, lembrou. O projeto bolsonarista “só tinha o homeschooling, criança fora da escola. Com o presidente Lula, foi ampliação de creche, escola em tempo integral, institutos federais, Pé de Meia”, disse.
Geraldo Alckmin ainda denunciou que Jair Bolsonaro liderou uma tentativa de “golpe de Estado e tinha como projeto matar aqueles que foram eleitos pelo povo. Imaginem se eles tivessem ganho as eleições?”. Ele se refere ao plano dos golpistas liderados por Bolsonaro que planejaram e quase executaram o assassinato de Lula, de Alckmin e do ministro do STF, Alexandre de Moraes, para alcançarem seus objetivos macabros.
“Quero reiterar o meu compromisso de trabalharmos juntos com fidelidade e responsabilidade em benefício da nossa população. Há quatro anos atrás, aqui, foi lançada uma receita de sucesso. E quatro anos depois, ela continua nos hits de parada de sucesso. Lula com chuchu! Vamos, presidente!”, brincou Alckmin, no Expo Center Norte.
Nas eleições de 2002 para o governo de São Paulo, os adversários do vice-presidente cunharam a expressão “picolé de chuchu” nele. Nas eleições de 2022, com a aliança com Lula, Alckmin lembrou a expressão e a adaptou com humor: “Lula com chuchu”.
Em um evento em Belo Horizonte, na segunda-feira (3), Alckmin defendeu que o Brasil deve agregar valor para aumentar a renda das famílias.
“O Brasil não vai passar de renda média para renda mais alta se não agregar valor, se a indústria não crescer. Especialmente indústria de média e alta tecnologia. E nós estamos há 40 anos com uma indústria em dificuldades, em razão de questões tributárias, custo de capital e custo-Brasil”, disse.
Ele comentou que a Nova Indústria Brasil (NIB), programa lançado em 2023, busca estimular a inovação tecnológica, tendo feito um investimento de R$ 109 bilhões por meio do BNDES, da Finep e da Embrapii.
Alckmin destacou ainda que o governo federal conseguiu reduzir de 7 anos para 4 anos a média de espera para o registro de patentes.
O vice-presidente ressaltou a importância das tecnologias brasileiras na área de biocombustíveis, que geram emprego e renda e ajudam a conter os aumentos de preços vindos da alta do petróleo.
“Nós exportamos petróleo bruto, mas importamos derivados, importamos diesel. Em cinco anos, isso acaba. O Brasil vai ser autossuficiente em diesel”, afirmou.
Alckmin apontou para o potencial da indústria na área de saúde, visto que a população brasileira tem envelhecido, e na construção civil, que deve servir para construir habitação para a população.
Ele ainda ressaltou que os minerais críticos e terras raras, cujas reservas no Brasil têm sido apontadas como as maiores do mundo, são fundamentais na transição digital.
“Precisamos agregar valor a esses minerais críticos e a essas terras raras para poder ter mais renda, emprego e valor agregado”, completou.










