Neste sábado, 26, uma equipe de jornalistas da CNN que estava escalada para embarcar no avião presidencial americano, o ‘Air Force One’, foi barrada de acompanhar o presidente Donald Trump, em viajem para assistir um jogo de futebol americano na Universidade do Tennessee.
A CNN já havia sido barrada, na Casa Branca, junto ao site Politico e ao MS Now (antiga MSNBC)..
Como resposta, na semana passada, outras grandes redes de comunicação note-americanas, boicotaram noticiar eventos e atos envolvendo o governo federal americano.
O motivo apresentado para a proibição, seria que um dos assessores de Trump, mostrou ao presidente americano, reportagens desaforáveis ao seu governo, como se criticar, discutir, não estivessem entre as principais funções públicas da imprensa, o que, aliás a mídia do establishment esconde muita coisa ou ameniza a real agressão e pilhagem generalizada exercida pelo imperialismo de Washington. No entnanto, nem esta imprensa, no essencial, favorável às ações do hegemonismo americano, é admitida na Casa Branca hoje ocupada por um ditador ensandecido.
Na quinta-feira, 24, um juiz federal americano determinou que seja restabelecido o acesso dos jornalistas à Casa Branca. Mesmo assim, desrespeitando a determinação judicial, Trump mais uma vez barrou a CNN, agora de entrarem no avião presidencial, coisa há muito tempo costumeira inclusive com o presidente dando entrevistas a bordo..
Tentando relativizar sua própria falsidade, disse Trump a jornalista neste sábado: “Quero notícias verdadeiras. Adoro uma imprensa livre e aberta”. O que eu não gosto é da imprensa falsa, como a CNN, com pouca audiência, ou a MSNBC”.
Na manhã deste sábado, Trump logo depois de barrar a CNN no Air Force One, em sua conta na rede social ‘Truth Social’, ele chamou a Casa Branca de um local “sagrado” e questionou por que jornalistas deveriam ter acesso ao prédio público.
“Por que os propagadores de notícias falsas, como a CNN e a MSNBC, deveriam ter acesso a um lugar tão sagrado quanto a Casa Branca?”, postou. “Apesar da minha grande vitória eleitoral, quase 100% da cobertura sobre ‘TRUMP’ é negativa, e tem sido assim há anos!”, como se não fosse negativa a ocupação da Venezuela, junto com a prisão do presidente do país vizinho, assassinar pescadores ao explodir barcos na costa colombiana, como se não fosse extermamente negativo o bloqueio, sanções e cerco a Cuba só para citar três exemplos aqui perto do Brasil. Ou ainda, como se não fosse coisa negativa receber milicianos do clã Bolsonaro que foram a Washington pedir medidas contra seu próprio país, medidas, por sinal, prontamente atendidas pelo ditador.











