Eleição de Lula e apoio das FFAA são fundamentais para desenvolvimento acelerado e soberano do Brasil

Foto: Fernando Madeira/Rede Gazeta

Lula disputa o seu 4º mandato. Dessa vez contra a reação de uma onda fascista que assombra o país e que está disposta a fazer retroceder a nação para uma ditadura submissa aos EUA, a saber: uma republiqueta sem vontade própria.

O presidente metalúrgico herdou um Estado com suas instituições, suas repartições regionais, nacionais, financeiras, de comércio exterior e de política trabalhista transformadas em instrumentos da dominação colonial.

Virou naturalidade o crime de priorizar o gasto de 50% do orçamento de R$ 6 trilhões na amortização e refinanciamento da dívida pública. Desta forma, só de juros, pagar R$ 1,16 trilhão, em 2025, como feito pelo Banco Central independente, que mais parece filial do FMI, apesar dos protestos de Lula, do empresariado e dos trabalhadores. Assim, na disputa com quem ficava o dinheiro público, os banqueiros ganharam, durante os últimos 40 anos, de lavada. A verdade é que não sobra dinheiro para quase mais nada.

A luta pela libertação nacional (e a consciência que a soberania do país está ameaçada) amadurece a passos largos. É a luta pela destruição do velho Estado colonial, submisso aos centros imperialistas, e pela construção do novo estado nacional revolucionário, de combate à concorrência desleal dos cartéis estrangeiros, o único caminho para a independência do Brasil (já que o adversário eleitoral defende abertamente a entrega do controle da nação ao inimigo). A eleição de Lula irá barrar a onda fascista e garantir a soberania nacional. Mas com o aprofundamento da crise imperialista, Lula precisará marcar a independência nacional mais profundamente ao nível político, econômico e cultural, como Getúlio marcou na revolução de 1930. O rompimento com as relações de produção de dependência irá destravar as forças produtivas e liberar a reindustrialização, o emprego e a renda.

A consciência do que está em jogo também penetra no seio das FFAA, núcleo do estado colonizado, cujo sentido mais profundo é a defesa da Pátria, mas que nos períodos de descenso se colocam a serviço das elites imperialistas. A decisão de condenar o golpe foi uma prova de fogo para as FFAA na contradição nação versus imperialismo.

As FFAA tendem a cumprir seu papel histórico. Em que pese um período de submissão, no golpe patrocinado pelos norte-americanos em 1964, o saldo é positivo. Na maior parte da história prevaleceu o espírito de defesa da Pátria e da Democracia. Tiveram um papel decisivo na unificação do território nacional, no fim do regime de escravidão, na proclamação da República, na revolução de 1930, na segunda guerra mundial, no combate ao nazifascismo, na posse de JK e de José Sarney.

Ganhando as eleições abre-se, mais uma vez, a oportunidade de retomar o processo de reindustrialização do país, com financiamento público à empresa genuinamente nacional, criação de uma poderosa indústria de defesa, utilização soberana das terras raras, autossuficiência energética, recuperação dos direitos trabalhistas, dos aposentados e tudo mais que no país já se teve época de Getúlio Vargas.

Estão, então, dadas as condições para, em vez de retrocesso, fascismo e submissão, vivermos um novo surto de crescimento, melhora substancial das condições de vida do povo e fortalecimento da autoestima nacional. Para tanto, é fundamental o diálogo, o entendimento e a união do campo democrático, dos empresários, das FFAA e do movimento social.

CARLOS PEREIRA

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