Em campanha salarial, trabalhadores dos Correios rejeitam 0,87% de reajuste em benefícios

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Diante da proposta da direção dos Correios nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho de reajuste abaixo da reivindicação nos benefícios e retirada de direitos da categoria, a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (FINDECT) se mobiliza junto aos trabalhadores para definir os próximos passos da mobilização e discutir a organização de uma greve nacional.

De acordo com a FINDECT, os Correios estão propondo reajuste de apenas 0,87% nos benefícios, o fim da gratificação de férias de 70% e um novo modelo de assistência à saúde que pode pesar ainda mais no bolso dos trabalhadores.

A última reunião de negociação, na quarta-feira (12), sobre benefícios, terminou sem acordo, já que, segundo a entidade, “foram discutidos temas que mexem diretamente com a vida dos trabalhadores, mas a empresa não apresentou avanços”, apresentando “propostas de redução de direitos e de mudanças profundas na assistência à saúde”.

Segundo a entidade, nos benefícios com impacto financeiro, os Correios propuseram aplicar apenas 20% do INPC acumulado entre agosto de 2025 e julho de 2026, o que, considerando o índice de 4,10% apresentado na negociação, o reajuste ficaria em 0,82% para o Vale-Alimentação/Refeição e demais benefícios. “Menos de 1%”, frisa a entidade.

A Federação destaca ainda a divergência em relação à Gratificação de Férias. “A empresa propôs extinguir a cláusula, retirando o pagamento de 70% previsto no último Acordo Coletivo”, afirma a FINDECT.

Mas, conforme a entidade, a maior divergência foi sobre a Cláusula que trata do plano de saúde.

A entidade explica que a proposta dos Correios “abre caminho para substituir o atual modelo da Postal Saúde por uma operadora contratada, sem o mesmo vínculo existente hoje com os Correios” e ressalta que “a medida ameaça um dos direitos mais importantes da categoria e pode aumentar ainda mais os custos da assistência médica para trabalhadores e suas famílias”.

“Plano de saúde, benefícios e direitos construídos ao longo de anos de luta não podem ser simplesmente retirados da categoria. A resposta será dada com unidade, mobilização e participação dos trabalhadores”, enfatiza a FINDECT.

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