Pesquisa divulgada na quarta-feira (29) mostra que, no primeiro semestre de 2026, o vale-refeição passou a durar, em média, apenas nove dias úteis por mês.
De acordo com os dados apontados pela empresa especializada em benefícios aos trabalhadores, Pluxee, os dados representam uma redução de 4,4% em comparação aos 10 dias registrados no mesmo período de 2025.
Segundo a pesquisa, o valor médio da refeição subiu 4,3% no primeiro semestre de 2026, enquanto o benefício creditado pelas empresas cresceu apenas 1,5% no período, acentuando a perda de poder de compra de alimentação pelo trabalhador, fazendo com que, nos últimos anos, ele tenha que complementar em mais de 100% o valor do benefício para os gastos com alimentação.
Em pesquisas anteriores divulgadas pela Pluxee desde 2019, os dados apontaram que nos primeiros semestres de 2024, 2023 e 2022, a cobertura do benefício que deveria cobrir todo o mês ficou em 10, 11 e 13 dias úteis, respectivamente.
Conforme a pesquisa, o benefício apresentou menor duração nas regiões Norte e Nordeste. E maior durabilidade na região Sudeste, com destaque para Minas Gerais, seguido de Rio de Janeiro e São Paulo.
O diretor-executivo de Estabelecimentos da Pluxee, Antônio Aguiar, faz um alerta sobre a segurança alimentar do trabalhador, já que “os números indicam a discrepância entre a inflação e o reajuste do benefício”.
Ele destaca que “é fundamental que as empresas usem essas informações para reavaliar suas políticas de benefícios e assegurar que o vale-refeição cumpra seu papel essencial, que é garantir o bem-estar e a alimentação adequada de seus colaboradores”.










