“Esperamos chegar em 2030 com uma capacidade de produção de 110 a 120 aviões comerciais por ano, mais de 200 jatos executivos e 10 KC 390 no Brasil”, disse o presidente da companhia
Os resultados da Embraer no segundo trimestre deste ano chegaram superando marcas de períodos anteriores e inclusive novo recorde nas receitas, com o registro de R$ 11,3 bilhões, uma alta de 10% na comparação com um ano atrás. No mesmo período, houve um crescimento do lucro líquido, que atingiu R$ 1,1 bilhão ou 23,6% superior aos R$ 890,3 milhões de 2025.
Foram entregues 65 aeronaves no segundo trimestre, alta de 7% sobre o segundo trimestre de 2025, quando o resultado alcançou 61 aeronaves. Neste trimestre, foram 20 jatos comerciais (+5%) e 45 executivos (+18%). No semestre, foram entregues 109 aeronaves, cerca de 20% a mais do que as 91 entregues no primeiro semestre do ano anterior.
“Esperamos chegar em 2030 com uma capacidade de produção de 110 a 120 aviões comerciais por ano, mais de 200 jatos executivos e 10 KC 390 no Brasil”, disse o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, em teleconferência, afastando os gargalos, como a recente crise na cadeia de suprimentos do setor.
Nos investimentos, a Embraer aplicou R$ 609,2 milhões de abril a junho ou 5,7% a mais do que os R$ 576,5 milhões do mesmo período de 2025. A carteira de pedidos junto à fabricante brasileira de aeronaves atingiu um recorde de US$ 34,5 bilhões. Um crescimento superior a 16% em um ano. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (10).
Defesa & Segurança voltou a ser destaque no trimestre, segundo a companhia, com receita em R$ 1,5 bilhão – um aumento de 22% na comparação ano a ano. “O resultado se deve ao maior reconhecimento de receitas do KC-390 Millennium, relacionado à carteira de clientes e ao estágio de produção. A margem bruta aumentou de 19,6% para 20,6% em relação ao ano anterior, enquanto a margem EBIT ajustada saiu de 9,3%, para 12%, impulsionadas pela alavancagem operacional”.
Na Aviação Comercial, a Embraer é impulsionada pela alta demanda de aviões no segmento, com esperas de anos por novas unidades. Os ganhos de eficiência e produtividade nas linhas de montagem da empresa estão também favorecendo os negócios nas aeronaves comerciais. “A receita foi de R$ 3,2 bilhões, com redução de 2% em relação ao 2T25, refletindo principalmente a apreciação do real frente ao dólar – que mais do que compensou o maior volume de entregas”, assinala a Embraer.
A Aviação Executiva teve receita de R$ 3,7 bilhões no 2T26 e aumento de 19% ano contra ano, devido ao maior volume de entregas e mix de produtos. Em Serviços & Suporte, a receita foi de R$ 2,9 bilhões no período, 11% acima do alcançado um ano antes – em razão de maiores volumes em todos os segmentos.
Embraer é terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, com sede em São José dos Campos, São Paulo. Ela projeta, fabrica e vende aeronaves comerciais, executivas, agrícolas e de defesa, além de prover serviços de suporte em vários continentes. Emprega 23 mil trabalhadores pelo mundo, sendo por volta de 20 mil no Brasil.
É líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e é a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviços e de distribuição de peças nas Américas, África, Ásia e Europa.










