“Factoides” contra familiares e ex-assessores de Lula é desespero para tentar esconder o destino dos R$ 61 milhões recebidos do banqueiro ladrão Daniel Vorcaro
O bolsonarismo fez um grande esforço, durante muito tempo, para emplacar a versão de que o escândalo do Banco Master tinha a ver com o governo Lula. O áudio de Flávio pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro caiu como uma bomba e desmontou a armação tentando envolver Lula.
Ficaram mais do que comprovadas as ligações estreitas de Flávio com os criminosos e com o desvio de dinheiro público. Ele havia alegado que não conhecia Vorcaro. Foi desmentido. Depois disse que não sabia que Vorcaro era criminoso. Mais um desmentido veio com a informação de que o senador se deslocou até a casa do banqueiro em São Paulo, para pedir mais dinheiro, quando este já estava de tornozeleira eletrônica.
Outra alegação de Flávio também ruiu. A de que não havia dinheiro público nos R$ 61 milhões que o banqueiro ladrão passou para a conta de Eduardo Bolsonaro nos EUA. O Banco Master deu golpe bilionário – considerado o maior golpe financeiro do país – e as vítimas foram os servidores públicos estaduais e aposentados que viram seu dinheiro ser transferido para o banco falido, foi a sociedade de Brasília, que viu seu banco, o BRB, ser dragado para as maracutaias do Master e ter levado um prejuízo de cerca de R$ 12 bilhões. Ou seja, teve muito dinheiro público desviado para o bolso dos bolsonaros.
Pois bem, todo enlameados, eles agora tentam tirar o foco de seus crimes manipulando alguns setores da Polícia Federal para abrir investigações e inquéritos um atrás do outro contra assessores e familiares do presidente Lula. É como disse um dos advogados do caso, “estão fazendo pescaria probatória, já que não têm nada que atinja essas pessoas”. O alvo mais frequente é o filho do presidente. Não encontraram nada contra ele…mas continuam pescando.
Hoje a nova chicana é contra o ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro. Ele é acusado de ter recebido um empréstimo de sua amiga a empresária Roberta Luchsinger. Ribeiro contestou as alegações dizendo que os pagamentos entre ele e amiga foram referentes a um empréstimo pessoal e que, inclusive, já foi quitado entre as partes. Ele acrescentou que não há nenhuma ilegalidade em suas ações e que nunca privilegiou ninguém em suas atividades. E realmente a empresária em questão não teve nenhum contrato com a União.
Em suma. A “pescaria” na busca de algum escândalo envolvendo assessores ou familiares de Lula está sendo considerado fundamental para tentar reerguer a desgastada campanha eleitoral bolsonarista. É preciso tirar o foco dos R$ 61 milhões desviados por ele dos cofres do Banco Master. E aí não são suspeitas. Ele foi ouvido pedindo o dinheiro ao banqueiro e confirmou que era ele. Estranho é não ter até agora um inquérito para investigar o destino de toda essa fortuna desviada.
Ac corrupção envolvendo Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master foi um dos fatores que afundaram sua candidatura. No entanto, outros crimes tão barra pesada quanto este também contribuíram para a debacle do candidato. A primeira foi a ligação do senador com secretários de Estado indicados por ele para o governo do Rio de Janeiro na gestão Cláudio Castro e que foram presos por envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho. Isto mostrou que, além das milícias, Flávio tinha laços com facções.
Flávio demonstrou bastante proximidade com o crime organizado do Rio de Janeiro. Os aliados de Flávio presos por ligação com o CV são o ex-Secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, o ex-secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca e o ex-vereador TH Joias. Todos são aliados de Flávio Bolsonaro e indicados por ele. Há também Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, que era preferido de Flávio para substituir Cláudio Castro no governo do estado.
A segunda causa da queda de Flávio nas pesquisas foi a vergonhosa traição, dele e de seu irmão, ao Brasil. Ele apoiou as sanções de Donald Trump contra o país. Não só apoiou como pediu mais. Aplaudiu as tarifas impostas aos produtos brasileiros e admitiu ceder na pressão de Trump contra o PIX. Trump reclama que o PIX prejudica a Visa e o Mastercard. Flávio também foi ao Texas discursar numa reunião da extrema-direita americana e prometeu a Trump entregar todas as riquezas minerais, particularmente as terrar raras brasileira para o governo americano. Ou seja, comportou-se como um traidor da pátria. É a traição e mais a corrupção as causas da queda de Flávio.
SÉRGIO CRUZ










