O Pentágono retirou precipitadamente suas tropas de Erbil, capital da região autônoma curda do Iraque, após ataques de precisão iranianos destruírem sistemas antiaéreos Patriot, como comprovado por imagens de satélite.
Comboios militares dos EUA se deslocaram de Erbil para países vizinhos, enquanto uma parte considerável das tropas e equipamentos pesados dos EUA já foi retirada do complexo militar localizado próximo ao Aeroporto Internacional de Erbil, de acordo com o site Al-Monitor.
Para analistas, mais que o cumprimento, como alegou Washington, do compromisso de retirar todas as suas forças do Iraque até 30 de setembro, o que apressou – e em última instância garantiu – foi a destruição em larga escala dos sistemas de defesa aérea Patriot, um elemento central na proteção das forças americanas na região do Curdistão iraquiano.
A retirada é também o reconhecimento de que os ativos de defesa aérea americanos haviam se tornado cada vez mais vulneráveis às capacidades de ataque de precisão do Irã.
Os ataques foram atribuídos aos drones Shahed-136 iranianos, em resposta à agressão militar dos EUA contra o sul do Irã, com imagens mostrando danos severos em um sistema Patriot PAC-3 e fumaça visível no local do impacto, tornando-o completamente inutilizável, no dia 16. Um segundo ataque ocorreu em 24 de julho, e novas imagens de satélite indicaram a destruição de outro componente da mesma bateria de defesa aérea Patriot.
As baterias Patriot, cujo alcance operacional varia de 100 a 160 quilômetros, foram originalmente implantadas para proteger as forças de ocupação americanas, mas acabaram se tornando alvos.
Embora os interceptores americanos tenham conseguido impedir alguns ataques contra o complexo de Erbil, outros ataques foram suficientes para desativar os sistemas de defesa aérea mais avançados do arsenal dos EUA.
Um estudo documentou a redução dos recursos disponíveis para as forças americanas e revelou que 55% do arsenal Patriot havia sido esgotado em abril, com uma redução adicional de 10% após o colapso do cessar-fogo entre os EUA e o Irã nos últimos meses.
O Instituto de Pesquisa de Política Externa estimou que os Estados Unidos produzem cerca de 600 interceptores Patriot por ano e observou que os estoques existentes já estavam sob pressão devido às transferências para a Ucrânia antes da escalada das hostilidades não provocadas contra o Irã.
O sucesso do Irã contra os sistemas Patriot reflete a assimetria inerente à guerra moderna com drones, na qual interceptores de defesa aérea caros são neutralizados por munições de ataque de longo alcance relativamente baratas. Cada drone Shahed-136 lançado pelo Irã contra Erbil custou milhares de dólares, enquanto cada interceptor Patriot custa milhões, tornando a operação extremamente cara para o agressor.
A alegação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de que “quase toda” a infraestrutura militar dos EUA em Erbil foi destruída durante o conflito, embora não verificada de forma independente, é consistente com a subsequente retirada dos EUA.
A IRGC alertou, ainda, que “se o regime ilegal e truculento dos EUA continuar com suas ações hostis, enfrentará respostas diferentes e mais fortes”, um aviso que, segundo analistas, foi validado pela decisão dos EUA de se retirarem, em vez de reforçarem, sua posição no Curdistão iraquiano.
Segundo relatos, Washington está analisando a extensão de sua presença militar no Kuwait após os eventos da guerra contra o Irã, e alguns relatórios indicam que analistas acreditam que “uma presença militar grande e permanente no Kuwait não é mais vital ou militarmente viável”.
Questionado sobre retirada de tropas do Kuwait e Bahrain durante um voo do Air Force One no domingo (2), o presidente Trump negou-se a comentar.
Repórter: Há um relato de que você está movendo as tropas dos EUA para fora do Kuwait e de Bahrain.
Trump: Eu não quero comentar sobre isso.
Com informações da Hispan TV










