Evento ocorreu por ocasião do dia 8 de Maio, quando se comemora a vitória das forças aliadas. Cerca de 25 mil militares brasileiros participaram da contenda. “Há 81 anos, esses valorosos heróis escreveram em letras de glória essa história vitoriosa”, afirmou o comandante do Exército, Tomás Paiva
O Ministério da Defesa do presidente Lula, por ocasião do dia 8 de Maio, quando se comemora a vitória das forças aliadas contra o nazifascismo, promoveu uma significativa cerimônia no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.
O ato, comumente chamado de “Monumento dos Pracinhas”, prestou tributo à heroica participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e a outros envolvidos naquele conflito.
Durante a solenidade, 201 personalidades, entre civis e militares, foram agraciadas com a Medalha da Vitória, um reconhecimento àqueles que contribuíram para a preservação da memória dos combatentes ou que participaram de missões de paz em defesa dos interesses do país.
A condecoração é destinada a pessoas e entidades que contribuíram para a preservação da memória dos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, participaram de conflitos internacionais em defesa dos interesses do Brasil, integraram missões de paz ou prestaram serviços relevantes ao Ministério da Defesa.
Entre os presentes, o comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva, a secretária-geral da Defesa, Cinara Wagner Fredo, e o almirante de esquadra Arthur Fernando Bettega Corrêa, representante do comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen.
A celebração, que marcou o 81º Dia da Vitória, remonta a rendição da Alemanha nazista, considerada um divisor de águas na luta antifascista. A data, especialmente significativa para o Brasil, homenageia o envolvimento de aproximadamente 25 mil militares brasileiros que atuaram nos combates na Itália e em operações no Atlântico durante o conflito.
O comandante do Exército ressaltou a importância daquela vitória, símbolo da coragem e da determinação diante das atrocidades do nazifascismo. Ele também refletiu sobre o legado da guerra, afirmando que os acontecimentos daquele período ainda oferecem lições valiosas para o entendimento dos desafios atuais.

Tomás Paiva não se esquivou de abordar as atuais tensões geopolíticas, alertando que o mundo enfrenta uma nova corrida armamentista, marcada pelo desenvolvimento de armamentos cada vez mais destrutivos. Ele defendeu que a diplomacia e a dissuasão sejam instrumentos cruciais para evitar conflitos futuros, enfatizando que “não podemos permitir que os erros do passado se repitam”.
O general enfatizou que o Dia da Vitória é “um memorável marco na luta global pela liberdade e a fraternidade entre os povos”.
Segundo o comandante do Exército, a data simboliza a vitória “da determinação, coragem e democracia” sobre “a tirania e a desumanidade” do nazi-fascismo, em um dos momentos mais decisivos da história contemporânea.
Paiva relembrou os impactos da Segunda Guerra Mundial sobre a Europa e afirmou que o avanço nazifascista provocou “dor, morte e desesperança” no continente. Para o comandante, o conflito permanece como uma referência histórica e política para compreender os desafios do presente.
“A Segunda Guerra Mundial foi um laboratório de estudos para que possamos escrever a história contemporânea”, sentenciou.
Ao lembrar da participação única do Brasil na guerra, o comandante destacou o desdobramento de tropas, navios e aeronaves e os feitos heroicos dos soldados brasileiros em condições adversas. Ele também tocou nas perdas significativas do país, como o afundamento de 34 navios e a perda de centenas de vidas.
Ao destacar a participação brasileira no conflito, Tomás Paiva lembrou que o Brasil foi o único país da América do Sul a enviar tropas, navios e aeronaves para integrar as forças aliadas durante a guerra. O comandante ressaltou a atuação da FEB na campanha da Itália, além da participação da Marinha brasileira na proteção das rotas logísticas no Atlântico, consideradas estratégicas para o esforço de guerra aliado.
Para ele, diante das condições extremas nos mares e no território europeu, os marinheiros, soldados e aviadores demonstraram “o valor do povo brasileiro” e o compromisso das Forças Armadas com disciplina, preparo e determinação.
O comandante também relembrou as perdas sofridas pelo país durante a guerra. De acordo com ele, 34 navios brasileiros foram afundados no conflito, provocando a morte de centenas de marinheiros, enquanto 22 aeronaves foram abatidas em combate. Além disso, cerca de 500 militares brasileiros morreram nos confrontos travados em solo europeu.
Ao encerrar o discurso, Tomás Paiva homenageou os ex-combatentes, veteranos e familiares dos militares mortos durante a guerra. O general afirmou que o legado daqueles que participaram do conflito permanece vivo nas tradições das Forças Armadas brasileiras e destacou a importância de preservar a memória histórica dos combatentes brasileiros.
“Há 81 anos, esses valorosos heróis escreveram em letras de glória essa história vitoriosa”, concluiu.
Assinada no fim da noite, a rendição da Alemanha nazista perante o Exército Vermelho ocorreu quando já era 9 de maio na União Soviética e em outros países do Leste Europeu, mas antes da meia-noite no restante da Europa e Estados Unidos, razão pela qual as comemorações acontecem nos dias 8, nos países ocidentais, e, 9, na Rússia e outras nações.











