Feminicídios avançam em SP e violência contra mulheres cresce no governo Tarcísio

Tarcísio de Freitas - Foto: Agência Brasil

Dados oficiais sobre a violência contra mulher mostram como a destruição dos aparatos de proteção no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) têm deixado como legado o aumento do feminicídio para as mulheres paulistas.

De acordo com os dados mais recentes do portal da Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP) mostram que o número de feminicídios no estado aumentou 10% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.

Nos primeiros seis meses de 2026, 142 mulheres foram assassinadas em crimes motivados por violência de gênero em São Paulo. No ano passado, 129 mulheres foram mortas entre janeiro e junho do ano passado. 

A capital paulista, por exemplo, teve um aumento no mês de junho: são três feminicídios, um a mais do que no ano passado. Mas nessa visão macro, semestral, teve uma queda de 31 para 24 registros. A região metropolitana também teve uma queda, de 27 para 21, de janeiro a junho, comparando um ano ao outro, e também, no mês de junho, de oito ocorrências para três. 

No interior de São Paulo, o aumento é  ainda mais alarmante. Em comparação com o mesmo período do ano passado, os casos de feminicídio subiram  de 70 para 96. Com 11 ocorrências só no mês de junho.

Os registros de descumprimento de medida protetiva de urgência (MPU) somaram 2.099 ocorrências em junho deste ano, uma alta de 23,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando aconteceram 1.702 casos.

Também cresceram os casos de estupeo de vulnerável no estado. As vítimas do crime passaram de 719 para 848 na comparação do período, 129 vítimas a mais.

No mesmo período de comparação, os registros de perseguição aumentaram de 2.731 para 3.037, enquanto as ocorrências de violência psicológica passaram de 326 para 509. 

O aumento reflete a falta de prioridade dada pelo governo Tarcísio para políticas de prevenção da violência. Dados de empenho orçamentário, disponíveis no Portal da Transparência, de 2025, mostravam que  até 9 de dezembro, a gestão estadual havia destinado apenas R$ 0,18 por mulher na faixa etária de 15 a 59 anos. Para a estruturação do programa de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher.

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