Fenaban não apresenta proposta de reajuste e bancários convocam plenária nacional

Foto: SEEB-SP

Em mais uma rodada de negociação com o Sindicato dos Bancários, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou nenhuma proposta de índice de reajuste salarial. Com isso, o sindicato de São Paulo, Osasco e Região está convocando uma plenária virtual da categoria na próxima quinta-feira (27) para debater os rumos da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026.

Segundo o sindicato, além de não apresentar nenhuma proposta em relação às reivindicações econômicas dos trabalhadores, a Fenaban “atacou a paralisação da categoria no último dia 20, com o intuito de reduzir direitos, ameaçaram a mesa única de negociação e sugeriram levar a Campanha Nacional dos Bancários ao Tribunal Superior do Trabalho (dissídio), um desfecho que sempre acaba em prejuízo aos trabalhadores”, denuncia a entidade.

Para Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, “foi exatamente pela falta de proposta e pelo adiamento das negociações econômicas que a paralisação aconteceu, com boa adesão em todo o país. Os bancos tiveram tempo suficiente para construir uma proposta, mas foram adiando essa discussão. A mobilização dos trabalhadores é consequência da postura da Fenaban”.

“Estamos no dia 24 de agosto, há exatos sete dias do limite de validade da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) sem proposta de índice que impactam em todas as cláusulas econômicas, de reajuste salarial e melhorias nas demais verbas, como PLR, vales refeição e alimentação e piso”, ressalta Juvandia.

“É muito importante a participação dos bancários e das bancárias para se informarem sobre os desdobramentos da negociação e também para organizar os próximos passos da nossa mobilização”, convoca Lucimara Malaquias, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

“Os bancários querem proposta decente e seguirão mobilizados por aumento real nas remunerações e valorização da PLR, va/vr e no piso”, diz a entidade.

Segundo Neiva Ribeiro, que também é coordenadora do Comando Nacional, “os trabalhadores exigem respeito e valorização”. “Isso significa trazer para a mesa de negociação uma proposta para as cláusulas econômicas, com o índice de reajuste para salários e demais verbas. Não vamos ficar debatendo outros temas enquanto isso não ocorrer”, pontuou.

O Comando Nacional destaca também que, por conta do atraso da Fenaban em apresentar propostas às questões econômicas e gerais na mesa única, as negociações específicas por banco (como Santander, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, BNB) estão sendo prejudicadas.

“A mesa geral precisa andar para que as mesas específicas também possam avançar mais. Não podemos permitir que tudo fique paralisado. Os trabalhadores têm reivindicações econômicas e específicas importantes, e a Campanha Nacional precisa avançar em todas essas frentes. O caminho é a negociação, com propostas concretas e com disposição dos bancos para valorizar os trabalhadores”, concluiu Juvandia.

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