A deputada e candidata ao Senado por São Paulo relatou que vê “mães extenuadas de trabalho tendo apenas um dia de descanso”. Muitas trabalhadoras ficam “horas em um péssimo transporte público”
A ex-ministra e candidata ao Senado Federal, Marina Silva (Rede-SP), defendeu o fim da escala 6×1 para “garantir mais tempo para descansar, estudar, estar com quem se ama e viver com dignidade”.
“Não podemos achar que apenas um dia de descanso recupera a pessoa fisicamente e emocionalmente”, disse.
Marina Silva, que foi ministra do Meio Ambiente, defendeu que o fim da escala 6×1, na qual a pessoa trabalha seis dias da semana para descansar somente um, vai atingir de forma positiva os trabalhadores, em especial as mulheres e os jovens.
“Eu vejo mães extenuadas de trabalho tendo apenas um dia de descanso”, comentou. Muitas trabalhadoras de São Paulo ficam “horas em um péssimo transporte público” e, quando chegam em casa, precisam lidar com a falta de água por conta da piora dos serviços da Sabesp desde que a empresa foi privatizada.
Marina avalia que a rotina das mulheres costuma ser mais pesada do que a dos homens “porque elas ainda seguem assumindo a maior parte dos cuidados com a casa e a família”.
A deputada federal, que agora é candidata ao Senado na chapa de Fernando Haddad em São Paulo, com o apoio do presidente Lula, disse que os jovens precisam de “tempo para estudar, se divertir e se desenvolver. As pessoas precisam ter um espaço para poder desenvolver suas habilidades. O jovem precisa estudar”.
A escala 6×1 é muito utilizada no comércio e em vagas ocupadas por jovens. A PEC que estabelece um mínimo de duas folgas por semana também reduz de 44 horas para 40 horas semanais a jornada máxima, beneficiando a todos os trabalhadores com carteira de trabalho assinada.
“O fim da escala 6×1 é garantir mais tempo para descansar, estudar, estar com quem se ama e viver com dignidade. Porque respeito também é ter tempo para viver”, afirmou Marina Silva.
Com o apoio e mobilização do governo Lula, a PEC foi aprovada na Câmara dos Deputados e passou para o Senado em maio. Somente em agosto, após uma conversa com o presidente Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou o texto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O texto pode ser votado na primeira semana de setembro. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) está se organizando para tentar impedir a votação.










