“Fim da escala 6×1 é uma conquista histórica da classe trabalhadora brasileira”, afirma Orlando Silva

Deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP). Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

“O fim da escala 6×1 é uma conquista histórica da classe trabalhadora brasileira”, afirmou o deputado federal Orlando Silva, nesta quarta-feira (2), após aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

“A redução da jornada de trabalho, sem reduzir de salários, sem reduzir de direitos, é uma bandeira que há muito tempo os trabalhadores, o movimento sindical, constroem e permitiu que finalmente nós chegássemos a esse momento”.

“Quando a gente olha para o mundo, o que a gente vê em governos liberais é retrocesso. A Argentina, aqui do lado, autoriza jornada de trabalho diária de até 12 horas e uma série de retrocessos no campo trabalhista e previdenciário, diferentemente do que vivemos no Brasil a partir da liderança do presidente Lula. O presidente Lula pautou o debate sobre o fim da escala 6×1, pautou o debate sobre a necessidade de redução da jornada de trabalho”, afirmou.

“Nós vivemos o mundo numa transição, uma transição digital, uma reestruturação no processo de produção econômica e isso abre caminho para que essa redução de jornada de trabalho se dê, e é fundamental que ela se dê também para que nós possamos produzir mais postos de trabalho para que o conjunto da classe trabalhadora tenha oportunidades, e com seu suor, com seu trabalho, produzir o alimento da sua família, produzir a dignidade das suas vidas.”

“Mas a redução da jornada de trabalho também é a produção de ‘Vida Além do Trabalho’. E aqui eu saúdo os que produziram esse movimento, defendendo uma escala que tem dois dias de folga pelo menos na semana, o que vai produzir tempo livre para a classe trabalhadora, tempo livre para as suas famílias, para cuidar da saúde, para o lazer, para estudar e para fazer o que quiser, para ter vida além do trabalho”.

“A classe trabalhadora que tudo produz em nosso país não pode viver para trabalhar. Ela precisa ter direitos, precisa ter oportunidades, precisa produzir saúde, precisa viver plenamente. Por isso, essa conquista merece ser celebrada”, ressaltou o deputado.

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