Flávio Bolsonaro está dando uma desculpa para não abrir o sigilo, afirma Alckmin

Vice-presidente Geraldo Alckmin (Foto: Reprodução - Instagram)

“Não dá para ter vida pública, ser candidato ao presidente da República, não querer prestar contas”, frisou o vice-presidente

O vice-presidente na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que “não dá para ter vida pública, ser candidato ao presidente da República, não querer prestar contas”, cobrando que Flávio Bolsonaro abra seus sigilos.

Alckmin foi questionado durante entrevista coletiva sobre as condições colocadas por Flávio para supostamente abri-los. A campanha de Flávio quer como condição a abertura dos sigilos de cartões corporativos e de viagens em aviões particulares de Lula.

“Olha, ele está dando uma desculpa, né? Aliás, eu defendo que quem se elege presidente não devia ter sigilo, nem bancário, nem fiscal nem telefônico, vida pública é pública”, declarou Alckmin.

“Quem não quiser ter vida pública, vai para o setor privado. Agora, não dá para ter vida pública, ser candidato ao presidente da República, não querer prestar contas”, acrescentou o vice.

As declarações do vice foram dadas durante entrevista coletiva em Campinas, no interior paulista, nesta quarta-feira (21). Ele foi participar de um ato de campanha ao lado do ex-prefeito Fernando Haddad.

Ao cobrar explicações de Flávio, Alckmin também mencionou as suspeitas sobre o candidato, entre elas a recém-revelada sobre o escritório de advocacia de Flávio, que teria emitido ao menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, período em que ele exercia mandato parlamentar.

Na entrevista, Alckmin defendeu a substituição da escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2, com dois dias de descanso semanal. O vice argumentou que os avanços tecnológicos, a automação e o uso crescente da inteligência artificial (IA)permitem reduzir a jornada de trabalho.

Ele também defendeu as mudanças nas regras dos microempreendedores individuais (MEIs), incluindo a ampliação gradual do limite de faturamento anual, atualmente de R$ 81 mil, para R$ 110 mil e, posteriormente, R$ 140 mil, além da possibilidade de contratação de dois empregados, em vez de um. O vice-presidente declarou que as alterações ajudariam a impulsionar os pequenos negócios.

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