“Mas a gente topa: abre o sigilo, Flávio!”, enfatiza o vice-presidente
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) “está dando desculpa” para não abrir seus sigilos e que a campanha de Lula (PT) aceitou as 19 exigências feitas para que o acordo fosse feito.
“O candidato Flávio Bolsonaro fez 19 exigências para abrir o sigilo. Ele não quer abrir o sigilo. Está dando desculpa. Agora, a campanha do presidente Lula se pronunciou por meio de Camilo Santana: nós concordamos com os 19 [pontos], pode abrir”, declarou o vice-presidente, que busca a reeleição.
“Quem faz quase vinte exigências, não quer abrir o sigilo. Mas a gente topa: abre o sigilo, Flávio!”, disse o vice-presidente na rede social.
O desafio pela abertura dos sigilos foi feito por Lula no debate da Band, no domingo (18), e Flávio havia negado.
Com a repercussão negativa, Flávio passou a dizer que só aceitaria o desafio caso Lula abrisse seu sigilo, o de seus filhos, de sua esposa, de seu irmão, de assessores, de dirigentes do PT e de diversas outras figuras. Ao todo, foram 19 pontos, que também incluem a relação de participantes de reuniões, lista de voos da FAB e a lista de visitantes de Daniel Vorcaro na prisão
A campanha de Lula aceitou.
Ainda assim, antes de entregar seus dados, Flávio Bolsonaro vai fazer uma análise dos documentos entregues por Lula.
Geraldo Alckmin defendeu que “quem é eleito presidente e vice-presidente não devia ter sigilo, nem fiscal nem bancário nem telefônico. Vida pública é pública, tem que ser transparente. Quem quer ter vida privada vai cuidar do setor privado. Agora não é possível ter vida pública e não prestar contas para a sociedade”.
O ex-ministro da Educação e coordenador político da campanha de Lula, Camilo Santana, disse que Lula “não tem nada a se opor ao que ele [Flávio] colocou como condicionantes”.
“É impressionante como eles tentaram, de todas as formas, protelar. O documento [da abertura dos sigilos] nós já levamos assinado pelo presidente Lula para autorizar toda a abertura dos sigilos bancários, telefônicos dos familiares e das empresas”, continuou.
Camilo Santana destacou que a campanha de Flávio tentou tirar do acordo a conta conjunta mantida entre o senador e Willer Tomaz relativa à empresa Alcazar Holdings. Willer Tomaz é investigado no escândalo das fraudes no INSS e tem envolvimento nos crimes do Banco Master.











