O traíra foi ao Texas e prometeu entregar todos os minerais do Brasil. Ele se prontificou também a destruir a agricultura do país afastando a China, maior comprador do agro brasileiro. Faz isso só para beneficiar os produtores americanos
O Brasil está em boas condições e pode aproveitar o momento de crise e incertezas no mundo para ampliar seus horizontes e alavancar o seu desenvolvimento. O país já fez isso uma vez, durante a crise mundial de 1929. Exploramos as contradições que surgiram entre as nações naquele momento e fomos o país que mais cresceu no mundo de 1930 até 1980. Tivemos um crescimento médio do PIB (Produto Interno Bruto) de 6,7% ao ano por todo esse período.
BRASIL QUER SEGUIR EM FRENTE
Guardadas as devidas proporções e diferenças entre essas duas épocas, o mundo de hoje vive uma situação bastante semelhante àquela do início do século XX. Lá, durante a Grande Depressão que atingiu o mundo após a Primeira Guerra Mundial – e que levou à segunda – era o império inglês que se desfazia. Agora é o americano. Estivemos naquela época num dilema entre o reacionarismo da oligarquia rural e o obscurantismo integralista de um lado e o progresso da revolução de 1930 de outro. Optamos pelo segundo.
Na década de 30 do século XX, os integralistas e a oligarquia agrária queriam submeter o Brasil ao atraso e à sangria patrocinados pelas grandes potências decadentes da época. Agora, o bolsonarismo quer transformar o Brasil no quintal do falido e belicista regime dos Estados Unidos. Caso eles tivessem tido sucesso em 30, o país teria se mantido como uma grande fazenda exportadora de café e importadora de tudo.
Nos industrializamos e viramos a oitava economia do mundo. No entanto, os 40 anos de neoliberalismo, imposto ao país a partir da década de 1990, frearam o nosso desenvolvimento e fizeram a economia regredir. Agora, novamente estamos no dilema de aproveitar a crise mundial para dar um grande salto à frente, de reindustrializarmos o país, de melhorarmos a vida do povo e de nos tornarmos finalmente um país plenamente desenvolvido, ou mantermos o Brasil atrelado ao atraso, socialmente injusto e apenas como um mero exportador de commodities.
O bolsonarismo golpista, portador de um fanatismo neoliberal sem igual, representa exatamente este retrocesso. Ele ameaça retornar ao poder no Brasil para transformar o país em colônia dos EUA e provocar um desastre no país. Caso eles cheguem ao poder, isso significará um retrocesso brutal em todos os campos da economia nacional. Assistiremos a submissão rastejante à arrogância de Donald Trump, a entrega criminosa do patrimônio e das riquezas do país, o estímulo à especulação, o desregramento com destruição das atividades econômicas, a piora das condições de vida, de trabalho e de aposentadoria dos brasileiros e um verdadeiro desastre para a agricultura do país. Senão, vejamos.
IDA AO TEXAS PARA TRAIR O PAÍS
Flávio Bolsonaro acaba de participar de uma reunião de fanáticos e fascistas no Texas, no sul dos Estados Unidos. Lá, ele prometeu a Trump entregar todas as riquezas minerais do Brasil para, segundo ele, “salvar a economia dos Estados Unidos”. O serviçal ofereceu os minerais críticos do Brasil – hoje mais valiosos do que petróleo e o ouro – para o governo norte-americano. Não podia ser mais bajulador e capacho. e mais anti-Brasil do que isso.
Ele e o irmão, Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA e conspira de lá contra o Brasil, aplaudiram quando Trump impôs o tarifaço criminoso aos produtos brasileiros. Ficaram ao lado do agressor contra o Brasil. Trabalharam abertamente para prejudicar a economia brasileira. Mais do que isso, além de aplaudir o ataque ao país, pediram mais sanções da Casa Branca contra o Brasil. Conspiraram para que as autoridades brasileiras fossem sancionadas pelo governo norte-americano. Nunca se havia visto uma traição tão aberta e tão desavergonhada como essa contra o Brasil desde os tempos de Silvério dos Reis, traidor da Inconfidência.
O aspirante a ‘carrega-mala’ de Trump, Flávio Bolsonaro, se extasiou com os ataques do bufão da Casa Branca a pescadores nos mares do Caribe e chegou a pedir em vídeo gravado que o governo dos EUA bombardeasse também barcos na costa do Brasil como havia feito na Venezuela. Os bolsonaristas chegaram ao cúmulo de estender uma bandeira dos Estados Unidos em plena avenida Paulista no 7 de Setembro, data maior da Pátria, no ano passado.
PREJUÍZO AO POVO E AO BRASIL
Na economia o desastre seria enorme. Flávio Bolsonaro afirmou, em outro vídeo, que os brasileiros devem escolher entre ter direitos ou ter empregos. Ou seja, o cínico defendeu abertamente o fim dos direitos trabalhistas. Seu assessor de campanha, o senador Rogério Marinho, defendeu recentemente novos ataques à Previdência Social. Disse que ela está “estourada”. Eles querem mais uma vez reduzir as aposentadorias, dificultar que o brasileiro se aposente e desvincular os benefícios dos reajustes do salário mínimo. Aliás, eles são contra também qualquer reajuste do salário mínimo – que é o segundo pior da América Latina – acima da inflação.
Não foi à toa que Jair Bolsonaro congelou o salário mínimo por quatro anos quando esteve no governo. Não foi à toa também que ele cortou recursos para remédios, para merenda e para programas sociais. Em suma, apesar de toda a sua demagogia, os bolsonaristas são neoliberais radicais e defendem um arrocho brutal sobre o povo. Tudo para agradar os especuladores e magnatas. Os magnatas que são ligados a eles são do tipo Daniel Vorcaro, o banqueiro ladrão que ficou bilionário dando golpes com o apoio e a cumplicidade do governo Bolsonaro.
MILÍCIAS E CRIMINOSOS
A família Bolsonaro protege também os bandidos e criminosos nos mais diversos níveis. Flávio Bolsonaro, acobertou Adriano da Nóbrega, miliciano, assassino profissional e chefe do Escritório do Crime, uma espécie de central de assassinatos por encomendas das milícias do Rio. Flávio é tão ligado às milícias que empregou a mãe e a mulher do assassino Adriano da Nóbrega em seu gabinete quando era deputado estadual. Investigadores afirmam que essa era a forma como ele lavava o dinheiro para a milícia. Mais recentemente, ele indicou nomes ligados ao Comando Vermelho para cargos no governo do estado. São eles Alessandro Pitombeira, Gutembeg Fonseca e Alessandro Carracena. Todos presos. Sem falar no TH Joias, também preso, e no vice-governador, Rodrigo Bacellar, afastado e colocado atrás das grades por vínculos com o Comando Vermelho. Rodrigo Bacellar era o candidato de Flávio Bolsonaro ao governo do Rio.
Mas, o mais grave mesmo é o estrago que Flávio Bolsonaro pretende fazer com a agricultura brasileira para agradar os produtores americanos. Ele prometeu a Trump que, se eleito, vai afastar a China do Brasil. Esta medida seria o caos na agricultura do país. Por que? Simplesmente porque a China é disparado o principal comprador dos produtos do agronegócio brasileiro. O Brasil tem um saldo positivo de US$ 45 bilhões anualmente com a China. Grande parte dos produtos vendidos pelo Brasil ao país asiático vem do agro. Flávio Bolsonaro quer arrasar com tudo isso. Quer beneficiar apenas os produtores dos EUA.
ATAQUE AO AGRONEGÓCIO
Sim porque a China é o principal parceiro comercial do Brasil. Afastar o comércio com a China, como Flávio Bolsonaro prometeu a Trump que faria, será um grande prejuízo para a economia brasileira. Com os Estados Unidos o Brasil tem saldos cronicamente negativos, sendo que, em 2025, o déficit com os EUA foi de US$ 13 bilhões. É escandalosa a proposta de Flávio Bolsonaro. Ela só ajuda o produtor norte-americano que disputa o mercado chinês com o Brasil. Ou seja, o filho do golpista presidiário trabalha para os americanos e contra os interesses do Brasil.
Então, como dissemos, o Brasil está entre a possibilidade de dar um grande salto à frente, que é o que defende o governo do presidente Lula, e o retrocesso pretendido pelo bolsonarismo, que só pensa em servir a Trump e transformar o Brasil no quintal dos Estados Unidos. Não há dúvida que, mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos atualmente, se o Brasil cair nas mãos do bolsonarismo, a vida dos brasileiros será muito pior do que hoje. Não é isso o que o país quer. A grande maioria dos brasileiros quer seguir em frente. Quer o Brasil desenvolvido, livre e próspero para o seu povo. Para isso, vamos derrotar o fascismo bolsonarista em outubro. É neste sentido que vamos caminhar.
SÉRGIO CRUZ











