Flávio mente sobre Minha Casa, Minha Vida. Seu pai paralisou o programa

Programa Minha Casa, Minha Vida. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Programa foi tesourado em 98% por seu pai Jair, com obras paralisadas, demissões de operários e famílias endividadas. Lula recuperou o programa que atende às famílias de menor renda e com juros mais baixos

Um dos principais programas sociais brasileiros, o Minha Casa, Minha Vida, está em franca ameaça de extinção caso Flávio Bolsonaro seja eleito. Embora o candidato afirme que pretende manter programas sociais, seu pai, Jair Bolsonaro, destruiu o programa habitacional nos quatro anos em que governou, com cortes ao programa que chegaram a ordem de 98% de seu orçamento. 

Jair também prometeu que o programa de habitação seria mantido, mas não limitou as mudanças apenas ao nome, que passou a se chamar Casa Verde Amarela. 

Em 2021, com Bolsonaro recém eleito, seu governo reduziu de cerca de R$ 1,5 bilhão para R$ 27 milhões os recursos previstos para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), uma queda de aproximadamente 98%. O fundo é o que financia moradias destinadas principalmente às famílias de baixa renda. O corte não só tirou o direito de milhares de famílias, como comprometeu a continuidade de obras habitacionais já contratadas. 

O tesouraço nos recursos continuou nos anos seguintes. Para 2023, o orçamento previsto para o Casa Verde e Amarela caiu para cerca de R$ 82,3 milhões. 

Ao assumir o governo para seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, Lula encontrou quase 200 mil unidades habitacionais do programa sem conclusão. Desse total, aproximadamente 83 mil estavam com as obras paralisadas, segundo dados do Ministério das Cidades. O levantamento identificou 1.115 empreendimentos atrasados ou paralisados, com contratos que, em sua maioria, haviam sido assinados entre 2014 e 2018. 

RETOMADA COM LULA

Lula relançou o Minha Casa, Minha Vida e retomou a contratação de moradias subsidiadas para famílias de baixa renda, ampliando o acesso às famílias que mais precisam e reduziu os juros. O programa voltou a contar com recursos do Orçamento da União e ampliou as possibilidades de financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Em 2023, foram contratadas mais de 490 mil moradias e o governo investiu R$ 9,3 bilhões no programa – incluindo o pagamento de despesas de anos anteriores, abandonadas por Bolsonaro. Em 2024, os recursos alcançaram R$ 9,7 bilhões.

Em 2024, o governo contratou 119,3 mil unidades nas modalidades subsidiadas, em um investimento total de R$ 18,48 bilhões. Em 2025, foram contratadas outras 119,4 mil habitações. Nas modalidades financiadas com recursos do FGTS, o programa registrou 1,63 milhão de moradias financiadas entre 2023 e dezembro de 2025, 

O balanço do governo federal aponta que, da sua retomada até 2025, o Minha Casa, Minha Vida havia contratou 2 milhões de unidades para as famílias brasileiras e 431 mil famílias receberam as chaves de suas casas em 2025, somando as modalidades financiadas e subsidiadas.

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