Os dois picaretas estão sendo acoitados pelo ministro André Mendonça. O Brasil inteiro está pedindo que tudo venha a público o mais rápido possível
Esta é a exigência de toda a sociedade brasileira. Há 120 dias o ministro André Mendonça impede as investigações deste escândalo que abalou o Brasil. E, pior, além de impedir a investigação, o ministro bolsonarista do STF resolveu atacar a Polícia Federal, que foi quem prendeu Vorcaro.
Entidades empresariais, intelectuais, políticos e artistas divulgaram manifestos exigindo que tudo venha a público. O STF não pode deixar de analisar o que está acontecendo e esclarecer a sociedade. Um escândalo como este, envolvendo um candidato a presidente que embolsou R$ 65 milhões, não pode ficar em sigilo. Como disse o presidente Lula, “há que tornar tudo público. Doa a quem doer”.
Nas últimas semanas, o ministro André Mendonça resolveu atacar várias pessoas para desviar o foco dos crimes de Flávio no caso Master. Ele abriu três inquéritos contra o filho do presidente Lula, mesmo não havendo nenhuma acusação ou prova de ilícito contra ele. Transformou o filho do presidente no grande vilão da República enquanto escondia as provas dos milhões embolsados por Flávio Bolsonaro junto ao banqueiro, dono do Banco Master.
Ficou martelando neste assunto para que Flávio não precisasse prestar contas à sociedade sobre o motivo do banqueiro ladrão lhe passar uma quantia tão alta. Flávio se esquivou de dar explicações. Mendonça sentou em cima de seu inquérito. As notícias só falavam de Lulinha. Depois ele passou a atacar também Alexandre de Moraes, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
Ele não falou para ninguém que havia mantido um encontro secreto dele próprio com Daniel Vorcaro. Só ficou insinuando que o novo vilão da República era Alexandre de Moraes, por conta de trocas de mensagens vazadas por ele. Moraes rebateu e denunciou o encontro de Mendonça e o dono do Banco Master. Ele pediu que o plenário da corte analisasse o caso. O Procurador-geral da República, Paulo Gonet, também desmentiu as insinuações e pediu a nulidade das decisões de Mendonça.
Como o ministro Flávio Dino havia solicitado que as investigações sobre o desvio do dinheiro do Master para o filme Dark Horse fossem enviadas para a Polícia Federal e para o seu inquérito sobre este desvio, Mendonça imediatamente partiu para o ataque à Polícia Federal. Ele pediu o afastamento do diretor-geral do PF, Andrei Rodrigues, e de Leandro Almada, da diretoria de Inteligência Policial.
Como disse o ministro Flávio Dino, que reconduziu Andrei e Almada ao comando da PF, essa medida de Mendonça visou impedir as investigações dos crimes de Flávio Bolsonaro. Ele afirmou que a paralisação das ações da Polícia Federal beneficia os criminosos. Foi baseado nisso que Dino determinou a volta dos diretores da PF aos seu cargos e pediu para o ministro Fachin, presidente do STF, levar o caso para o plenário.










