O campeão da mentira se esquivou na Globo e não respondeu o que o Brasil inteiro quer saber. Para onde foi o dinheiro roubado?
A sabatina de Flávio Bolsonaro foi uma aula de banditismo e de sem-vergonhice como há muito não se via na TV brasileira. Ele mentiu o tempo todo. Os entrevistadores até que tentaram extrair alguma coisa do candidato fascista, mas ele é um expert na farsa e na enrolação.
Disse na cara dura que não cometeu crime ao pegar R$ 61 milhões das mãos de um banqueiro que está preso por aplicar o maior golpe financeiro da história brasileira. Flávio só não virou réu ainda neste escândalo porque o bolsonarista André Mendonça está sentado em cima do inquérito. Mendonça está mais preocupado em “investigar” as ilações contra o “lulinha” do que ir atrás do roubo de R$ 61 milhões por Flávio Bolsonaro.
Mais cínico ainda é o “rei da rachadinha” dizer com a maior cara-de-pau que as tenebrosas transações entre ele e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, não envolveram dinheiro público. Mentira deslavada. Era dinheiro público sim. Vorcaro roubou bilhões em dinheiro público. Só dos servidores públicos do Rio de Janeiro foram R$ 2 bilhões. O bolsonarista Cláudio Castro deu ordem para que o Rioprecidência injetasse esse valor no Banco Master quando ele já estava a beira de sofrer intervenção e ser liquidado pelo BC.
No BRB, o banco público de Brasília, o rombo inicial foi de R$ 12 bilhões. O Banco Master vendeu uma carteira de investimentos abarrotada de títulos podres para o BRB por esse valor. O prejuízo final acabou sendo de mais de R$ 5 bilhões. E, ainda por cima, o ex-governador bolsonarista, Ibaneis Rocha, autorizou a compra da carteira. Depois ele entrou na negociata da compra do próprio Master pelo BRB. Só não conseguiu efetivar o assalto porque o BC vetou a operação. Quem vai cobrir esse rombo final é o contribuinte. Então é uma mentira sem tamanho dizer que o dinheiro que Vorcaro deu a Flávio não é dinheiro público. Claro que é.
O mais ridículo também foi o candidato fascista, que foi flagrado pedindo a bufunfa ao banqueiro, e que confessou que foi na casa de Vorcaro, quando este já usava tornozeleira eletrônica, dizer que não sabia que ele era bandido. E ainda por cima afirmar que o problema é do Lula. No áudio obtido pela Polícia Federal o Flávio chama o banqueiro ladrão de “meu irmão”. Ele disse: “estou com você, meu irmão, para qualquer coisa”. E continuou: “Me passa o dinheiro porque estamos com prestações atrasadas no filme”. É esse sujeito que tem o cinismo de querer dizer que não é crime o que ele fez e ainda tentar envolver o presidente Lula nesse escândalo. Não vai colar. Flávio não vai escapar dessa.










