O fariseu já está insinuando que haverá fraude. Ele se baseou num “relatório” da CIA, órgão famoso por derrubar governos democráticos e assassinar líderes progressistas na América Latina e no mundo
Flávio Bolsonaro repetiu o pai e reuniu diplomatas para atacar as urnas eletrônicas. Parece já estar sentindo cheiro de derrota e prepara o discurso de fraude. Para isso usou o que sabe fazer: mentir.
Mentiu afirmando que as urnas brasileiras eram produzidas por uma empresa venezuelana, a Smartmatic, e que a CIA teria passado a ele informações de que esta empresa patrocinou fraudes em eleições naquele país.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse o traidor da pátria.
“Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, inclusive utilizando uma documentação do próprio serviço de inteligência americano, a CIA, apontando sobre a possibilidade de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação”, completou o senador.
O bajulador dos EUA e de Donald Trump citou como fonte de sua “denúncia” o relatório de um órgão de espionagem americano famoso por patrocinar a derrubada de governos democráticos e o assassinato de líderes políticos progressistas na América Latina e no mundo. Flávio repete o tal relatório como se fosse uma verdade absoluta.
A CIA diz que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. Nesta eleição, o presidente Hugo Chávez foi reeleito, para desgosto dos norte-americanos, que queriam seguir roubando o seu petróleo. Depois, mais recentemente, a CIA também participou da invasão e do sequestro do presidente Nicolás Maduro, com o mesmo objetivo, ou seja, roubar o petróleo venezuelano.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) imediatamente desmentiu a farsa do candidato fascista. A empresa citada por ele nunca forneceu urnas para o Brasil. Em seu site, o TSE esclareceu que as urnas brasileiras não são fornecidas pela empresa em questão.
“São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, diz a nota do TSE.
Após a repercussão negativa do caso, a campanha do candidato fascista soltou uma nota tentando se explicar. Afirma que “não é verdade que o pré-candidato Flávio Bolsonaro tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil”. O texto ainda diz que Flávio teria se limitado apenas a relatar o que causou a inelegibilidade do pai e o relatório da CIA.
“Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que ‘não está questionando o sistema de votação brasileiro’ exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional”, diz a nota.










