A deputada, ex-presidente do PT e ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, condenou os financistas que apregoam uma política de arrocho fiscal no país, classificando tal ação de “ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira”.
Ela fez a crítica na sua rede social apresentando o artigo do economista André Lara Resende, publicado em 25 de setembro, que segundo ela é “fundamental para enfrentar essa ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira”.
Ela destaca na sua postagem as palavras do economista no artigo:
“Acuso o Banco Central de sustentar, em nome de uma teoria anacrônica, a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio fiscal que diz combater.
Acuso a grande imprensa de repetir, sem exame, que o problema está no gasto primário, quando está nos juros.
Acuso os analistas do mercado financeiro de confundir o interesse dos rentistas com a racionalidade econômica.
E acuso todos os que, sabendo que juros absurdos inviabilizam o país, preferem o conforto do consenso ao incômodo da verdade”.
A ex-presidente do PT já afirmou em outras postagens que o mercado financeiro “tem o DNA do autoritarismo” e tenta pressionar Lula para que uma política de cortes em programas sociais seja aplicada mesmo após uma mobilização nacional por mais investimentos.
Em suas redes sociais, Gleisi apontou que os mesmos agentes do mercado financeiro que apoiaram Flávio Bolsonaro para presidente agora estão fazendo escândalo por uma possível reunião entre o presidente Lula e o economista André Lara Resende.
“Membros do governo já disseram que não tem nada disso [a reunião]. E se tivesse, qual é o problema? Conversar sobre um tema ou uma proposta não significa encampá-la. Conversar, ouvir, é o básico da democracia, que defendemos e foi vitoriosa nas urnas”, escreveu a ex-ministra.
“O presidente Lula ganhou a eleição denunciando o tesouraço de Flávio Bolsonaro. Ontem, em um vídeo, deixou claro que não cometerá estelionato eleitoral. O que quer o mercado financeiro? Que ele renegue o que prometeu?”, acrescentou.
Uma reunião com André Lara Resende não significa que Lula adotaria todas as medidas defendidas pelo economista. “Mas é incrível que esses adversários não tenham entendido ainda que Lula não fará o estelionato eleitoral que defendem, alguns em voz alta e com todas as letras”, disse.
Guilherme Boulos (PSol), ministro da Secretaria-Geral da Presidência, entende que Lula foi reeleito com uma forte pressão popular por um programa de investimentos. “Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular. Isso é anular a democracia”, completou.










