Prosposta de R$ 1717,00 consta do Projeto de LDO e confirma a política de valorização que teve fim no governo de Bolsonaro
O governo Lula propôs um salário mínimo de R$ 1.717, no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado ao Congresso Nacional, na última semana. A proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e deve ser votada em sessão conjunta até 17 de julho. No caso de confirmação, o novo valor representará um aumento de 5,9%, ou R$ 96, sobre o valor do piso atual de R$ 1.621.
Desde de 2023, o reajuste do piso salarial voltou a ser composto pela projeção esperada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulado em 12 meses até novembro de 2025 (3,06%), mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes (em 2025, somou 2,3%). Porém, pela nova regra definida pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aprovada pelo Congresso em 2024, o ganho real aos trabalhadores foi limitado ao máximo de 2,5% – seguindo a política do arcabouço fiscal.
O governo federal também apresentou as estimativas do piso salarial para os anos de 2028 (R$ 1.812), 2019 (R$ 1.913) e 2030 (R$ 2.020).
Considerando a retomada da política de valorização do salário mínimo prometida pelo terceiro mandato do governo Lula, o salário mínimo pago aos trabalhadores tem crescido nos últimos anos, diferente de Jair Bolsonaro, que arrochou os salários e gerou perdas reais para a classe trabalhadora.
Contudo, os reajustes do piso salarial permanecem aquém das necessidades de trabalhadores e aposentados, que percebem uma degradação contínua do poder de compra, devida à pressões – também contínuas – das despesas do dia a dia, como energia, aluguel e alimentação.
Além disto, o Banco Central (BC) segue mantendo a taxa Selic (juros base da economia) em patamares elevados (hoje em 14,75% ao ano), agravando ainda mais esse sentimento de mal estar social no país, não apenas via restrição do acesso ao crédito ou pelo encarecimento do serviço das dívidas, mas também pela eliminação de postos de trabalho. Com a renda espremida, o nível de endividamento e inadimplência das famílias atingiu níveis recordes.











