Ele mente sobre segurança na TV. Seu plano real é o tesouraço. Ou seja, cortar verbas, desmontar o Brasil e deixar o país a mercê das facções criminosas e das milícias
O programa de segurança Flávio Bolsonaro é o tesouraço nos serviços públicos, limitação das polícias e avanço geral das milícias em todo o país. Esta é que é a verdade sobre o que ele fala na TV. Sim porque quanto menor o Estado, maior a força do crime e das milícias.
Flávio, é sabido, tem ligações tanto com os milicianos quanto com as facções criminosas do Rio. Ele defendeu publicamente as milícias do estado e homenageou Adriano da Nóbrega, assassino profissional e chefe de uma das milícias mais perigosas do Rio de Janeiro. Empregou a mãe e a mulher do criminoso em seu gabinete, quando era deputado estadual.
Mas Flávio não está ligado só às milícias. Seus aliados políticos no Rio foram todos presos por ligações com o Comando Vermelho. Este foi o caso do candidato de Flávio ao governo, Rodrigo Bacelar, que não conseguiu disputar a eleição porque foi preso por trabalhar para o Comando Vermelho.
Dois outros secretários de estado, indicados por Flávio no governo Castro, também foram presos por atuarem a serviço do Comando Vermelho. São eles, os secretários Alessandro Pitombeira Carracena e Gutemberg Fonseca. O candidato ao governo do estado, Eduardo Paes, chama o grupo de Flávio no Rio de “tchutchucas do Comando Vermelho”.
Reduzir o tamanho do Estado e aplicar o tesouraço, como ele diz, é a senha do candidato fascista para as milícias e facções criminosas. Desmantelar o Estado é abrir caminho para o crime. Bater no peito e dizer na TV que vai perseguir criminosos é pura balela. Ele vai desmontar as polícias com os cortes prometidos no orçamento. É tudo o que o crime espera.
Outro objetivo de Flávio é se entender com os traficantes americanos. Por isso oferece a Trump a chance de se meter na segurança pública brasileira. Só falta Flávio dizer que o Brasil deveria ser uma colônia dos EUA e pedir a ação da CIA no país.
E Trump, que não é bobo, vê em Flávio a chance de abocanhar as riquezas do Brasil sem fazer muito esforço. Fez isso com a Venezuela e quer fazer também com o Brasil. Foi só controlar o petróleo venezuelano e Trump parou de falar dos traficantes venezuelanos. Ele usa esse pretexto para chantagear governos e obter vantagens em seu projeto de recolonização do continente.
Os bombardeios na Venezuela e a classificação das facções como terroristas faziam parte de uma farsa para roubar as reservas de petróleo daquele país. Ele não só parou de bombardear barcos venezuelanos depois que conseguiu abocanhar o petróleo, como decretou cinicamente que não há mais tráfico na Venezuela. Com o petróleo na mão, eles “legalizaram” o tráfico venezuelano.
Flávio Bolsonaro repete na TV, o que todos já sabem, que ele é um bajulador de Trump. Macaqueia o chefe da Casa Branca e diz que vai fazer exatamente o que o americano quer: classificar as facções criminosas do Brasil como organizações terroristas internacionais. Essa é a senha de Trump para tentar agredir o Brasil.
Flávio, o serviçal e traidor da pátria, promete entregar as terras raras e o petróleo brasileiro a Trump e o bufão da Casa Branca aplaude o traíra. Ou seja, assim que meter a mão nas nossas riquezas, deixa as facções brasileiras de lado, como fez na Venezuela e não as trata mais como terroristas. E aí, neste caso, Flávio agradece. Afinal, é isso o que ele pretende na verdade.
O presidente Lula foi muito feliz quando afirmou que não vai permitir nenhuma intromissão de Donald Trump nos assuntos internos do Brasil. Ele lembrou ao presidente americano que terroristas mesmo são os que tentaram dar um golpe e matar autoridades no Brasil. São esses terroristas que Trump apoia. Lula disse que cooperação tudo bem, mas não admite intromissão americana. É isso o que Lula vai dizer essa semana a Trump na Assembleia Geral da ONU.
SÉRGIO CRUZ










