O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou a condução das privatizações no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e afirmou que São Paulo tem adotado medidas “açodadas” para atender às expectativas do mercado financeiro.
A declaração foi dada durante uma sabatina e divulgada pela Agência Estado nesta quinta-feira (20). No encontro, Haddad também criticou a política de benefícios fiscais do estado, a situação do ensino médio e a gestão da segurança pública.
Na avaliação de Haddad, o governo paulista tem acelerado processos de privatização para responder aos interesses do mercado financeiro, em vez de priorizar uma discussão mais ampla sobre o papel do Estado na prestação de serviços públicos.
Haddad também questionou a política de incentivos fiscais adotada em São Paulo. Segundo ele, o estado concede benefícios a empresários que, em sua avaliação, não precisam desse tipo de vantagem para manter suas atividades.
ENSINO MÉDIO
O candidato também criticou a situação do ensino médio paulista. Haddad reconheceu os resultados obtidos por muitos municípios no ensino fundamental, mas afirmou que a etapa sob responsabilidade do governo estadual “está patinando”.
“Em São Paulo, praticamente metade dos professores não passaram por concurso. Então essa é a primeira providência. A segunda é a infraestrutura das escolas”, afirmou.
Haddad disse que, caso seja eleito governador de São Paulo, pretende recolocar o ensino médio do estado entre os melhores do país. Entre as prioridades, citou a realização de concursos para recompor o quadro de professores e a melhoria da infraestrutura das escolas.
SEGURANÇA PÚBLICA
Na área da segurança pública, Haddad afirmou haver uma “confusão” em torno de suas posições sobre o combate ao crime organizado. Ele defendeu que traficantes e pessoas em situação de dependência química sejam tratados de maneira diferente pelas políticas públicas.
Para o petista, o enfrentamento ao tráfico deve considerar a exploração de pessoas vulneráveis. “Para mim, o traficante que fornece para o dependente químico está cometendo um crime hediondo, bárbaro”, declarou.
Haddad afirmou ainda que vender drogas já constitui um crime grave, mas considerou ainda mais grave a exploração de uma pessoa em situação de vulnerabilidade para a comercialização de entorpecentes.











