Não à toa, entre os maiores agradecimentos do presidente Lula pela redundante vitória nas urnas no domingo foram para os idosos, que, assim como a juventude, deram uma verdadeira demonstração de compromisso com o futuro do país, com a democracia e com a verdade.
“Quero agradecer às pessoas idosas. Eu vi muita cena de pessoas sendo carregadas por seus netos para votar. Pessoas impossibilitadas de se locomover, com câncer ou outro tipo de doença. E as pessoas foram votar, porque conseguimos convencê-las de que o voto era muito importante para assegurar a democracia do país”, disse o presidente em seu discurso logo após o término das apurações.
Além da defesa da democracia e da soberania do país, o temor com as ameaças do então candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro aos aposentados, de fazê-los reféns da previdência privada, da proposta defendida por ele de desvinculação dos benefícios previdenciários do reajuste do salário mínimo, o que agravaria a perda de poder de compra de aposentados e pensionistas, foram fatores decisivos para que a maioria dos idosos fossem às urnas para votar no Lula.
Como disse o presidente, foi mesmo lindo de ver, nas ruas a caminho das urnas, nas filas de espera, descendo de carros com ajuda dos mais novos, filhos e netos, em cadeiras de rodas, desfilando bengalas, idosos exercendo o seu direito de cidadania, apesar de muitos, com mais de 70 anos, já estarem na faixa etária em que o voto é facultativo.
Eles foram uns dos principais responsáveis pela diminuição da abstinência no segundo turno das eleições e um forte contingente que deu a vitória a Lula, como revelou o professor universitário aposentado Carlos Peixoto. Com 81 anos, e operado de um câncer de bexiga há apenas dez dias, fez questão de votar. “Eu votei a minha vida toda e, num momento tão importante como este, eu não poderia ficar de fora”, disse.
Outro depoimento foi do jornaleiro Chico Spinelli, que completou 68 anos no domingo (25). “Eu saí de casa para votar logo cedo e depois vou abrir a banca de jornal, coisa que já não faço mais há algum tempo”, contou. Segundo ele, que votou no Méier, no Rio de Janeiro, “tinha que exercer o meu direito de voto para ajudar o meu candidato.”
Já em Fortaleza (CE), Neide Rocha Camurça Barbosa, de 93 anos, que foi votar com auxílio das filhas, disse, em entrevista ao Diário do Nordeste, que tem “prazer em votar”: “Enquanto tiver vida, a gente tem que votar”, afirmou.
“Quem participa pode cobrar, quem não participa fica de fora aguardando o que os outros decidem”, afirmou dona Teresa Machado, de 83, que votou em Brasília.
“Quem deixa um legado como eu, de filhos, netos, bisnetos, vai sempre querer o melhor para eles. E o melhor é escolher”, ressaltou.










