Insensível à desaceleração da economia, BC mantém juros nas alturas

Banco Central. (Foto: EBC)

Brasil se mantém como o país com a maior taxa de juros reais do mundo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4).

A decisão demonstra que a diretoria do Banco Central segue apostando na recessão ao manter a maior taxa de juros do mundo, mesmo com a economia dando sinais de desaceleração.

Com a decisão desta quarta-feira (4), o Brasil ampliou a distância para o segundo colocado e segue com o maior juro real (descontada a inflação) do mundo. A distância do Brasil para o segundo colocado passou de 1,66 para 1,72 ponto percentual.

A Turquia assumiu a segunda posição no ranking de maiores juros do mundo, seguida por Argentina e Rússia, segundo levantamento do MoneYou.

O BC alegou dúvidas sobre a trajetória dos juros após as eleições, em meio às discussões sobre a política fiscal, à desvalorização do real e à pressão na curva de juros. A medida vai contra os objetivos de crescimento econômico e ampliação dos investimentos públicos lançados pelo presidente Lula durante a campanha eleitoral.

A decisão de manter os maiores juros do mundo, além de impedir o crescimento do país ainda agrava as despesas públicas, ao manter os gastos financeiros nas alturas. Nos últimos 12 meses, o país gastou mais 1,2 trilhão de reais só para o pagamento de juros da dívida interna.

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