IPCA-15 tem deflação em agosto com queda nos preços dos alimentos, luz e gasolina

Destaque para as quedas nos preços do tomate (-27,38%), da batata-inglesa (-25,14%), da cenoura (-17,05%) e do café moído (-2,31%). (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Prévia da inflação ficou negativa em 0,40%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador da prévia da inflação oficial do país, recuou -0,40% em agosto deste ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (26).

Com o resultado, o índice em oito meses acumula alta de 3,09% e, em 12 meses, de 4,24%. Em agosto de 2025, a taxa foi de -0,14%.

Em agosto, a deflação no índice geral de inflação foi puxada principalmente pelas quedas nos grupos Habitação (-1,41% e -0,22 de impacto no IPCA-15 p.p.), Transportes (-1,00% e -0,20 p.p.) e Alimentação e bebidas (-0,57% e -0,12 p.p.).

Em Habitação, o resultado foi influenciado pela queda de 6,25% no preço da energia elétrica, em função da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto.

No caso de Transportes, a taxa negativa se deu com os recuos dos preços das passagens aéreas (-13,30%) e dos combustíveis (-1,43%). Foram registradas quedas no etanol (-3,63%), na gasolina (-1,23%) e no óleo diesel (-0,71%), enquanto o gás veicular aumentou 1,42%.

No caso da alimentação, a deflação no mês veio com a queda de 0,97% na alimentação no domicílio. Destaque para as quedas do tomate (-27,38%), da batata-inglesa (-25,14%), da cenoura (-17,05%) e do café moído (-2,31%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (3,41%) e as frutas (3,11%).

Os demais grupos pesquisados pelo IBGE variaram entre a queda de 0,20% de Vestuário e a alta de 0,66% de Despesas Pessoais. Veja os resultados por grupo abaixo:

  • Alimentação e bebidas (-0,57%);
  • Habitação (-1,41%);
  • Artigos de residência (0,04%);
  • Vestuário (-0,20%);
  • Transportes (-1%);
  • Saúde e cuidados pessoais (0,40%);
  • Despesas pessoais (0,66%);
  • Educação (0,46%);
  • Comunicação (-0,02%).

Novamente, o resultado da prévia da inflação veio abaixo das expectativas dos bancos, que, como de praxe, projetam números mais altos a fim de pressionar o Banco Central (BC) a permanecer com os juros elevados no país. Com a taxa básica de juros da economia (Selic) em 14% e a inflação em baixa, a taxa de juros real do Brasil supera 10% ao ano – a maior do mundo.

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