“Iremos vencer o atraso e defender nossas conquistas”

Presidente recepcionado pelo povo (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Lula afirmou, em artigo publicado na Folha de S.Paulo, que bilionários estrangeiros querem se apropriar da riqueza brasileira, mas o povo se uniu e se mobilizou em defesa da democracia e da soberania.

“O povo entendeu que esta eleição não é sobre dois candidatos. Ele, o povo, é o próprio candidato”, escreveu o presidente.

“Nessa batalha contra o atraso, surge um país que não abre mão de mais oportunidades, e mais segurança para as mulheres, de mais futuro para as crianças e de mais qualidade de vida para os idosos”, escreve no texto.

Lula comentou que as manifestações que ocorreram em todo o Brasil não tiveram organização partidária e foram espontâneas.

“De Silva em Silva, o Brasil se reencontrou na presença; no ‘tête-à-tête’, amontoou-se e fez de muitas uma só voz”, continuou.

Ao mesmo tempo, surgiu uma força digital em defesa da democracia que ocupou as redes “como nunca”.

“Um exército heroico foi montado. Abrir o celular foi motivador e não desanimador. Mas foi nas ruas que, de maneira absoluta, nos quatro cantos do país, nós ocupamos os corações”, apontou.

“Uma fórmula simples mobilizou nossa gente: a defesa do que conquistamos somada ao modelo de país que queremos no futuro”, acrescentou.

Os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras saíram às ruas e redes em defesa dos programas sociais como Bolsa Família e Pé-de-Meia, dos direitos trabalhistas e da soberania brasileira sobre suas riquezas, como as terras raras, o petróleo e a Amazônia.

E também porque o povo “quer mais. Quer um futuro construído com desenvolvimento e humanismo, investindo e acreditando na ciência, na tecnologia e na força da indústria nacional”.

Lula destacou que “nossa gente foi movida pelo sonho de dias melhores, com um país moderno, líder em transformação energética e capaz de proteger as nossas matas e as nossas águas”.

O presidente sublinhou que se uniram contra os interesses dos trabalhadores brasileiros “antigas oligarquias” e “poderosos emergentes de um novo mundo: plataformas digitais, empresas de apostas, bilionários, o narcotráfico, as milícias e uma classe política delinquente que se instalou no Parlamento brasileiro e aprofundou seus métodos no governo Jair Bolsonaro”.

“Com humildade e uma vontade enorme de construir o nosso futuro, digo ao povo brasileiro: estamos prontos como nunca estivemos. Prontos para mais. A mudança que o nosso país merece já começou e seguirá no rumo certo”, completou.

“Por isso, por cada Silva desse imenso Brasil, nós iremos vencer”

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