A retomada das negociações de adesão à União Europeia foi rejeitada em referendo na Islândia, segundo a emissora pública RUV, após a apuração neste domingo (30).
O “não” venceu por 53% a 47%, apesar de o atual governo fazer campanha pelo sim. A participação na votação de sábado foi de mais de 85%.
O resultado representa uma derrota para o governo da primeira-ministra Kristrún Frostadóttir, que fez campanha pela adesão, bem como para a cúpula de Bruxelas, pega no contrapé.
Nas urnas, prevaleceram os chamados a preservar a soberania e os recursos pesqueiros do país, uma das principais fontes de renda nacional, enquanto os arautos da adesão tentavam emplacar a tese de que daria “mais segurança”, em alusão à “ameaça russa”, e que garantiria “os juros mais baixos” do BC europeu.
A campanha do “não” também destacou que a atual relação da Islândia com a Europa já proporciona os benefícios da integração econômica, sem as obrigações da condição de membro pleno. A Islândia integra o Espaço Econômico Europeu (EEE), o que lhe permite acesso ao mercado único europeu.
A Islândia solicitou ingresso ao bloco europeu em 2009, durante uma crise financeira, mas as conversas foram suspensas em 2013 pelo governo eurocético do premiê Sigmundur Gunnlaugsson e formalmente canceladas em março de 2015.
A premiê Kristrún Frostadóttir disse esperar que a disputa em torno do referendo não aprofunde as divisões no país. “Sei que algumas pessoas ficaram em estado de choque, mas agora conversei com um grande grupo de pessoas em todo o país e elas estão completamente abertas a diferentes desfechos”, acrescentou.











