Itamaraty chama embaixador para explicar ofensas e histeria de Milei em solo brasileiro

Milei agrediu o Brasil sob aplausos de Flávio (Foto: reprodução do Youtube)

Antes de sair pulando e gritando de mãos dadas com Flávio Bolsonaro, no palco da convenção fascista, o ridículo campeão da bajulação a Trump agrediu autoridades do Brasil

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) convocou, neste domingo (26), o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, a prestar esclarecimentos sobre a relação entre os dois países.

A medida ocorre após ofensas do presidente argentino Javier Milei durante sua participação na convenção do PL, nesse sábado (25). O presidente que é o maor bajulador de Trump e afundou a economia argentina, e que é repudiado no país, esbravejou contra tudo e todos.

Em um discurso inflamado, o presidente fascista argentino chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “lixo careca” após ter negada uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Na última semana, a defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Moraes, que é relator do caso, para o encontro com o argentino. A visita fazia parte da campanha política para ensalçar o bolsonarismo. Moraes obviamente negou a solicitação. O presidiário está proibido de se manifestar ou participar de atos políticos.

No discurso durante o evento, Milei criticou a negativa. “A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández”, continuou o falastrão antes de sair pulando no palco do evento. “Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis”, completou.

Horas depois, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reagiu às falas de Milei e afirmou que as declarações do presidente da Argentina sobre o ministro Moraes são uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro”.

“Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, afirmou Fachin. Em nota, o ministro afirmou ainda que o tribunal “deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”.

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