O Itamaraty rejeitou a indicação, por parte de Israel, de Vivian Aisen como cônsul-geral do país em São Paulo, apontando que ela tem nacionalidade brasileira e não pode ocupar o cargo.
As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Tendo nascido no Brasil e vivido em Israel, Vivian já trabalha para o Ministério das Relações Exteriores de Israel nos temas ligados à América Latina.
O Itamaraty e Vivian não comentaram oficialmente o assunto.
As relações diplomáticas entre Brasil e Israel estão enfraquecidas desde que o presidente Lula começou a criticar os massacres cometidos pelo governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza.
O Brasil assinou a denúncia feita pela África do Sul de que os ataques configuram genocídio.
Israel chegou a declarar o presidente Lula persona non grata, assim como convocou o embaixador brasileiro, Frederico Meyer, para um ato de humilhação em um memorial de Israel.
O Brasil retirou seu embaixador de Israel e não voltou a indicar outro.
Benjamin Netanyahu enviou um vídeo para participar da convenção partidária do PL que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato a presidente, chamando o senador de “grande campeão do Brasil” e “grande campeão da amizade entre nossos povos”.
Em entrevista publicada pelo site Poder360 no começo de julho, Vivian Aisen tentou esfriar a tensão, dizendo que “as relações do Brasil com Israel vão muito além dos governos” e que Israel quer comprar mais alimentos do Brasil.
Segundo ela, Israel “procura a paz e estende a mão para a paz”. Somente em 2026, o país atacou a Palestina, o Irã e o Líbano. É a “paz” dos assassinos.











