João Campos aciona Justiça e PF para investigar perfil que divulgou cartaz contra Raquel Lyra

Candidato ao governo de Pernambuco, João Campos - Foto: Rafael Vieira

A campanha de João Campos pediu à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal que investiguem o perfil Bastidor.PE, responsável por publicar uma fotografia de um cartaz  sem assinatura com acusações contra a candidata ao governo Raquel Lyra. Segundo a Frente Popular, a imagem publicada pelo perfil é o único registro conhecido do material, que a campanha afirma não ter encontrado circulando pelas ruas do Recife.

O pedido foi apresentado nesta terça-feira (1º) como complemento à representação protocolada pela campanha no domingo (30), quando a imagem começou a circular. O novo documento reúne informações divulgadas pela imprensa sobre pessoas que, segundo a Frente Popular, teriam ligação com o perfil.

De acordo com o jurídico da campanha, as informações citadas apontam possíveis vínculos entre responsáveis pelo Bastidor.PE e o governo de Pernambuco. Entre os nomes mencionados estão um ocupante de cargo comissionado da Casa Civil e pessoas que já exerceram funções comissionadas na Secretaria de Turismo do Estado.

Ainda segundo a Frente Popular, ex-assessores do governo estadual estariam entre os responsáveis pelo perfil que publicou a fotografia do panfleto. Com base nessas informações, a campanha pede que sejam investigados os responsáveis pela página e uma eventual ligação deles com o governo estadual.

CAMPANHA NÃO ENCONTROU CARTAZ NAS RUAS

A Frente Popular também afirma que realizou uma varredura no Recife após a divulgação da imagem para tentar localizar exemplares do panfleto. Segundo a campanha, nenhum material igual ao fotografado pelo Bastidor.PE foi encontrado.

A coligação diz ainda não ter localizado uma única pessoa que tenha recebido nas ruas um exemplar do conteúdo.

Por isso, a campanha sustenta que a fotografia publicada pelo perfil permanece como o único registro conhecido do panfleto sem assinatura. O pedido encaminhado às autoridades busca ampliar a apuração sobre a origem do material, sua eventual produção e distribuição e as circunstâncias da publicação da imagem nas redes sociais.

JOÃO CAMPOS CONDENOU ATAQUES

João Campos também condenou a circulação do material e defendeu que o episódio seja investigado. O candidato afirmou que não admite ataques contra famílias durante o processo eleitoral.

“Eu perdi meu pai durante uma eleição, a candidata Raquel perdeu o marido durante a eleição, e eu não admito nem que minha família e nem que nenhuma família seja atacada nessa eleição”, afirmou.

A coligação de João Campos nega qualquer participação na produção ou distribuição dos cartazes e também acionou o Ministério Público Eleitoral para pedir a apuração do caso.

O episódio começou no domingo (30), com a circulação de cartazes de origem desconhecida no Bairro do Recife, na região central da capital pernambucana.

O material fazia acusações contra Raquel Lyra relacionadas à morte de seu marido, o empresário Fernando Lucena, que morreu aos 44 anos após um mal súbito no dia do primeiro turno das eleições de 2022. Os cartazes também traziam uma montagem da governadora ao lado de Flordelis dos Santos Souza e Elize Matsunaga.

Raquel acionou as polícias Federal e Civil, enquanto sua coligação pediu ao Ministério Público Eleitoral que investigasse o episódio. Segundo a representação, Fernando Lucena morreu de causa natural e não existe suspeita de crime relacionada à morte.

Os advogados também solicitaram a preservação de imagens de câmeras de segurança próximas aos locais onde os cartazes foram encontrados, além de diligências para identificar a gráfica, empresa ou fornecedor responsável pela produção do material.

A controvérsia chegou ainda ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que determinou a retirada de três publicações que sugeriam envolvimento do grupo político de João Campos no episódio. Entre elas estava uma postagem do deputado federal Mendonça Filho (PL), candidato ao Senado, que posteriormente informou ter removido o conteúdo.

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