A Justiça de São Paulo condenou nesta quinta-feira (29) o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão, inicialmente em regime fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos.
O crime ocorreu em 31 de março de 2024, na Zona Leste da capital, quando o Porsche conduzido pelo empresário bateu na traseira do Renault Sandero dirigido pela vítima.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou a inabilitação de Fernando Sastre para dirigir veículos automotores. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a sentença não estabelece um prazo para a restrição. O condenado não poderá recorrer em liberdade.
Segundo a acusação, Fernando dirigia embriagado e em alta velocidade. Laudo do Instituto de Criminalística apontou que o Porsche estava a cerca de 136 km/h no momento do impacto, em um trecho da Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, onde o limite de velocidade é de 50 km/h.
O julgamento começou na quarta-feira (28), no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Ao todo, 14 testemunhas foram arroladas no processo, das quais 11 foram ouvidas durante os dois dias de julgamento.
CULPA
Sastre admitiu nesta quinta-feira (29), pela primeira vez, ter ingerido bebida alcoólica no dia em que bateu no carro do motorista de aplicativo.
Antes, o empresário negava ter consumido álcool naquela noite e afirmava que só tinha bebido água. No início de sua fala no júri, Fernando disse:
“Eu poderia inventar mil desculpas, mas estou aqui entregue a esse plenário, eu acredito na Justiça. Hoje quero dizer a verdade”.
Sastre ainda pediu para esclarecer que “jamais foi indiferente” ao ocorrido. “Eu sofro muito com isso até hoje”, disse, chorando. Depois afirmou que nunca queria ter provocado aquele acidente. E que queria aproveitar o momento para “pedir com todo respeito, perdão para as vítimas, para as famílias”.
“Confesso, sim, que, no dia dos fatos, eu ingeri bebida alcoólica”.
O réu ainda lamentou ter provocado o acidente que matou Ornaldo: “Eu imagino toda dor e sofrimento que eles estão sentindo. O seu Ornaldo tinha quase a mesma idade do meu pai. Posso imaginar o que eles estão sentido e toda a devastação”.











