O presidente do PSD reconheceu que “a esquerda sai mais organizada da eleição”. “Quanto mais Flávio foi se apresentando na eleição, mais pessoas foram não gostando do que viam”, afirmou o ex-prefeito de SP
O ex-prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou neste sábado (31), em entrevista ao jornal “O Globo”, que “quanto mais Flávio foi se apresentando na eleição, mais pessoas foram não gostando do que viam”. “Muita gente rejeitou também o linguajar e a falta de postura nos debates”, acrescentou.
“A campanha do Lula soube mexer bem com o medo das pessoas da volta do bolsonarismo. Além disso, as manifestações espontâneas nas ruas tiveram um peso e André Janones foi muito grande para mostrar ao PT a importância da comunicação digital”, argumento Kassab.
Para ele, o bolsonarismo saiu enfraquecido. “O pai seguirá inelegível, os filhos Flávio e Eduardo saíram do Brasil e não vejo essa vocação no Carlos. E sobre a Michelle, claramente não há harmonia para ela liderar”, afirmou. Kassab lembrou que já foi ministro duas vezes e que se sente honrado por isso. O presidente do PSD reconheceu que a esquerda sai mais organizada da eleição e que não vê mais uma candidatura de um Bolsonaro em 2030.
Sobre uma possível participação no governo, Kassab lembrou que o partido já participou do governo Lula. Ele disse que acha que o presidente precisa sinalizar para o centro. Sobre se ele estaria pleiteando algum ministério, Kassab disse que não está em seu horizonte. “Já fui de duas pastas. Mas é claro que é muito honroso ser e não descarto voltar mais uma vez”, afirmou.
“Em 2023, o partido decidiu que se o Planalto convidasse filiados, teria a nossa compreensão. O governo já nos procurou desta vez, sim. Lula precisa ter uma postura para unir o país e aumentar o apoio, algo que não conseguiu no terceiro mandato”, apontou Kassab. “É claro que ele não pode deixar de honrar todos os compromissos sociais, foi eleito para isso”, destacou..
O líder do PSD informou que está contestando no Supremo Tribunal Federal (STF) a eleição do Rio de Janeiro. “Temos esse direito e queremos o segundo turno no Rio”, afirmou. “Temos esse direito e queremos o segundo turno no Rio. Sendo revertido, Paes no mano a mano com o Douglas Ruas vai mostrar que é mais preparado”, acrecetou.










