Kássio teve que recuar da censura ao canal de Lula que já passa de 7 milhões de apoiadores e não para

O presidente Lula e o deputado André Janones (Foto: reprodução)

O plano era fechar o canal 48 horas antes da eleição. A indignação foi geral. Lula não para de crescer e está tomando conta da internet. Extrema-direita está atônita

A tentativa de Kássio Nunes Marques e André Mendonça, ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de tirar do ar o canal Exército de Lula depois que ele passou de 7 milhões de seguidores ativos, pegou tão mal que a dupla bolsonarista do TSE rachou e eles tiveram que recuar.

Os dois discutiam a decisão de retirar do ar todos os grandes canais políticos de WhatsApp 48 horas antes do segundo turno das eleições. O presidente do TSE acabou admitindo a intenção ao dizer que teria ocorrido um “vazamento seletivo” da proposta. Pelo jeito, os dois queriam trabalhar na surdina e pegar todo mundo de surpresa.

Eles fizeram circular uma minuta de resolução para bloquear todos os canais de WhatsAspp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores ao próximo domingo, dia 25 de outubro, quando acontece o segundo turno das eleições 2026.

“No período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição, aplica-se o disposto no § 11 deste artigo aos canais de transmissão de conteúdo de natureza político-eleitoral com mais de 200.000 (duzentos mil) seguidores”, dizia o texto. O Brasil inteiro se levantou contra a manobra.

Como a campanha de Lula está tomando conta da internet e deixando a extrema-direita comendo poeira, a iniciativa era uma clara tentativa de censura, ou seja, de calar a campanha de Lula na véspera eleição. Flávio Bolsonaro, perdendo espaço na internet, já havia protocolado várias representações pedindo ao tribunal a derrubada do canal de Janones, que, inclusive, chegou a ser censurado por Kássio, mas teve que voltar ao ar dias depois.

Denúncias da manobra foram feitas no Brasil e no mundo. Um casuísmo totalmente ilegal como este, saído da cabeça dos dois ministros bolsonaristas, só mostrou que a campanha de Flávio está em apuros. A desmoralização da censura foi tamanha que Kássio desistiu da ideia absurda. Ele disse que se a proposta for a plenário, vai votar contra. Disse que a ideia pode ficar para as próximas eleições. A censura é de autoria de Mendonça, que insiste em tentar censurar o canal Exército de Lula.

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