Lula detonou Flávio no debate da Band e apontou rumos para o Brasil

Lula no debate da Band (Foto: reprodução)

Ficou nítido para a sociedade a diferença entre um estadista que conduz o país com seriedade e dinamismo e um arrivista, serviçal dos EUA, e um sujeito intimamente ligado às milícias

O debate da Band caracterizou bem a diferença entre os dois candidatos. Um presidente que domina os dados, apresenta propostas e defende o Brasil e outro um político despreparado, arrogante e incapaz de responder a qualquer pergunta.

FLÁVIO NÃO RESPONDE NADA

A própria internet registrou em seu ranking de assuntos mais comentados o fato de Flávio não responder nada. Logo no início, Lula perguntou porque ele foi o único deputado que votou contra a licença maternidade. A resposta foi o silêncio.

Depois Lula deu várias chances para que Flávio explicasse o que ele fez com o suborno de R$ 134 milhões que recebeu do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Lula insistiu no assunto mas Flávio fez o que tem feito desde que foi flagrado pedindo o dinheiro. Não esclareceu nada.

Como o candidato da extrema-direita é conhecido por suas ligações com as milícias, ele tentou desvencilhar-se dessa imagem carregando na tinta sobre combate ao crime organizado e as milícias. Falou sobre o assunto praticamente o debate inteiro. Nervoso e tentando ser sarcástico, Flávio foi repreendido pela entrevistadora por tentar tumultuar as falas do presidente.

ASSASSINATO DE CRIANÇA

Lula, então, aproveitou a deixa para perguntar por que motivo Flávio defendeu um assassino que matou uma criança de 5 anos que brincava no portão de sua casa na Zona Norte do Rio com um tiro de fuzil na cabeça. Perguntou também o que levou Flávio a defender que as munições não tivessem o registro obrigatório, regra que facilita o combate ao crime organizado e o rastreamento de armas ilegais. Flávio não conseguiu dar nenhuma explicação sobre isso. Lula lembrou ainda que Jair Bolsonaro distribuiu um milhão de armas e 1,3 bilhões de balas para essas armas.

FAMÍLIA DE MILICIANO NO GABINETE

Maia adiante, Lula perguntou como Flávio diz que vai combater o crime, mas empregou em seu gabinete a mãe e a ex-mulher de um assassino, chefe da milícia (Adriano da Nóbrega) que chefiava o Escritório do Crime, uma espécie de central de assassinatos das milícias. Obviamente, Flávio também não respondeu. Nesta hora ele chamou Lula para ficar mais perto e Lula rebateu de pronto: “eu não fico perto de miliciano”.

Um dos embates em que Lula cobra explicações de Flávio (reprodução)

Flávio também usou o ressentimento de uma lobista, Roberta Luchsinger, que seria ligada ao Careca do IINSS e que não conseguiu nada no governo Lula. Ela está, inclusive, segundo Lula, sendo investigada pela PF no caso do INSS. Flávio usou os ataques dela ao presidente Lula, feitos em uma entrevista à CNN no sábado (17) para tentar intimidar Lula. Não funcionou. Lula mostrou que Flávio estava tentando se esquivar do fato de que ele, Flávio, é que tem uma empresa no mesmo endereço do “Careca do INSS”. Ou seja, que é ele, Flávio, que é sócio do criminoso que está preso por desvio dos aposentados.

EMPRESA COM CARECA DO INSS

Aliás, Lula perguntou sobre essa ligação íntima de Flávio com o Careca do INSS também. Lula cobrou que ele explicasse porque Flávio tem uma empresa na mesma sede das empresas do maior fraudador do INSS. Flávio mentiu mais uma vez. Negou o fato, que é público e notório e foi amplamente confirmado pela mídia. Disse que esta informação verídica era uma fake news de Lula.

O presidente, por várias vezes, falou de seus projetos na área da indústria. Falou dos investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação. Reforçou que vai investir muito na reindustrialização do Brasil. Lula disse que reconstruiu o país que foi desmantelado por Jair Bolsonaro e que agora o país está pronto para dar um grande salto à frente. O presidente destacou que este projeto vai trazer empregos de qualidade para a juventude e que os salários vão melhorar. Ele aproveitou para lembrar que o bolsonarismo congelou o salário mínimo e vai atacar as aposentadorias.

Outro tema do qual Flávio fugiu foi sobre o fim da escala 6×1. É público que seu partido, o PL, pretende, caso ele seja eleito, derrubar o descanso de dois dias, proposto pelo governo Lula e que foi aprovado pelo Congresso Nacional nestas semana. Como Flávio prometeu à Faria Lima que derrubaria a proposta do governo, ele enrolou novamente e não assumiu nenhum compromisso de manter a medida. Lula insistiu, mas ele seguiu escorregando e mudando de assunto.

PRIVATIZAÇÃO DO SUS

Sobre o SUS, o presidente Lula fez um relato do desastre que foi o governo Jair Bolsonaro, que Flávio diz que vai dar continuidade. Lula falou das 700 mil mortes, metade das quais poderiam ser evitadas se o presidente na ocasião não negasse a ciência, não recomendasse cloroquina e fosse favorável às vacinas. O relato de lula foi tão contundente, que Flávio foi obrigado a admitir que tinha sido um desastre.

Aí, quando ele foi falar sobre da Saúde, ficou mais patente ainda que ele não gosta do SUS. Elogiou o hospital Albert Einstein e disse que seu ministro seria um ex-diretor desse hospital, que é um dos mais caros do Brasil. A posição de Flávio foi tão escandalosa que Lula questionou se ele pretendia privatizar o SUS, ou seja, cobrar como o Einstein faz. Sim, porque quando Flávio fala que vai implantar o “padrão Einstein”, o que Lula perguntou é se ele pretende privatizar o SUS.

SUBMISSÃO A TRUMP

Outro assunto desconcertante para Flávio foi sua intenção de privatizar a Petrobrás. Lula aproveitou para denunciar também as privatizações da BR Distribuidora e da Eletrobrás, feitas por Jair Bolsonaro. Flávio ficou espremido também quando Lula falou da intenção do candidato da extrema-direita de entregar as riquezas brasileiras para o governo do Estados Unidos.

Lula perguntou enfaticamente sobre essa intenção de doar as terras raras do Brasil para o governo dos EUA. Lembrou das ligações dele, Flávio e de seu irmão, Eduardo, com Trump e sobre as pressões que eles fizeram para que os EUA impusessem tarifas contra o Brasil. Flávio tentou minimizar o estrago fazendo o que ele mais sabe fazer: mentir. Disse que foi negociar o fim das tarifas, quando, na verdade, foi ele que pediu por elas.

ABRIR OS SIGILOS

Por fim, Lula fez um desafio ao adversário. Propôs que os dois abrissem seus sigilos bancário e telemático antes do segundo turno das eleições. Lula disse que assim a sociedade poderia saber quem é corrupto e quem não é. Flávio, evidentemente, não topou o desafio. A internet reagiu imediatamente pedindo “Abre o sigilo Flávio”. O presidente lembrou que Flávio teria dificuldade para explicar como comprou uma mansão de R$ 10 milhões com salário de senador.

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