Lula é aclamado pela multidão em Porto Alegre: “fascista nenhum vai governar este país”

A maior manifestação da história de Porto Alegre (Foto: Ricardo Stuckert)

“Essa luta é de cada homem e de cada mulher deste país que defende a pátria. Não vamos deixar os milicianos subirem ao poder neste país! O poder é do povo e é o povo que tem que exercê-lo”

Uma multidão gigantesca acompanhou o presidente Lula no centro de Porto Alegre, nesta segunda-feira (19), na maior caminhada da história da capital gaúcha. “Porto Alegre foi às ruas em defesa do Brasil, da democracia e da verdade. E o recado foi direto: abre o sigilo, Flávio Bolsonaro!”, disse o Lula. “Dia 25, é dia de escolher o lado da verdade. É dia de votar 13”, assinalou.

Em seu discurso, Lula voltou a fazer as cobranças que fez a Flávio Bolsonaro no debate da TV Band no domingo (18). “Eu quero saber onde está os R$ 134 milhões do Banco Master que Flávio pegou”, questionou o presidente. No debate, Flávio Bolsonaro se esquivou e puxou outra conversa pela tangente.

Trecho do percurso da caminhada (Foto: Lucas Vamp)

Outro assunto que deixou desnorteado no debate o filho do pai condenado por golpe foi o desafio que Lula fez. Abrir todos os sigilos, bancários e telefônicos, e cobrou que Flávio fizesse o mesmo. O candidato fascista não se posicionou se iria fazer o mesmo, ficou calado. Quase que desmaia outra vez num debate. A primeira vez foi em 2016, na disputa pela prefeitura do Rio.

A festa dos gaúchos para Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

A multidão também exigiu e começou a gritar: “Ei, Flávio, abre o sigilo”. O próprio presidente também acompanhou o coro. “Não é possível os ladrões quererem governar o país acusando gente honesta”, enfatizou.

O candidato à reeleição reafirmou que não vai deixar miliciano subir ao poder e chamou todos a defender a pátria. “Essa luta não é minha, não é do PT, não é dos partidos que nos apoiaram. Essa luta é de cada homem e de cada mulher deste país que defende a pátria. Não vamos deixar os milicianos subirem ao poder neste país! O poder é do povo e é o povo que tem que exercê-lo”, declarou Lula.

O chefe do Executivo afirmou que “dia 25 é o dia da verdade”. “Enquanto eu estiver vivo, ladrão nenhum, fascista nenhum, vai governar este país”, frisou.

Lula relatou como se sentiu mal em ter que participar de um debate com um “miliciano desqualificado”, depois de já ter conversado com tantas lideranças importantes de todo o mundo.

Lula agradeceu à grande festa que os gaúchos estavam proporcionando e disse achar que essa foi a maior manifestação da história de Porto Alegre. Ele também pediu que, ao sair dali, seus eleitores procurem conhecidos que não foram votar no primeiro turno e os convençam a sair de casa no segundo.

O presidente relembrou os momentos de bravura do povo gaúcho. Contou que o Estado foi decisivo para a manutenção da democracia no Brasil, como a Campanha da Legalidade promovida pelo ex-governador Leonel Brizola em 1961, em defesa do mandato do ex-presidente João Goulart.

“Lamentavelmente, teve um tempo em que a direita ganhou espaço dentro deste Estado. E este Estado, pela sua história e tradição, não pode ter o direito de ter a predominância da direita. Este estado é um símbolo da resistência brasileira contra a ditadura militar”, assinalou Lula, que disse que este segundo turno marcará o retorno da tradição progressista e democrática do Rio Grande do Sul.

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